quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Divagações e viagens nonsense sobre o destino


Meu filme favorito (preciso dizer qual é?) começa com a seguinte questão: "Jamal Malik está a uma pergunta de ganhar 20 milhões de rúpias. Como ele conseguiu isso? (A) Ele trapaceou, (B) Ele tem sorte, (C) Ele é um gênio, (D) Estava escrito.”

A música que estou ouvindo agora (Destiny do Zero Seven) fala de duas pessoas apaixonadas que mesmo longe um do outro, sabem que é o destino ficarem juntos.

O Théo Becker falou mil vezes antes de sair da Fazenda: "se é vontade de Deus, eu vou respeitar."

As pessoas tem mania de culpar Deus e "o destino" por tudo, coisas boas e ruins.

Outro dia assisti uma palestra sobre a Índia, e a palestrante disse que lá eles aceitam praticamente tudo, não fazem esforço nenhum para mudar ou progredir, porque se a situação está asism, é porque Deus quer. Ela contou como exemplo uma história que aconteceu com o puxador de riquixá que ela contratou enquanto passava um tempo por lá. Ela prometeu que compraria um riquixá motorizado pra ele quando retornasse a Índia. Mas ele negou o presente, dizendo que seu avô e seu pai também foram puxadores do riquixá "tradicional" e que era o destino dele também ser um, pra sempre. A mesma coisa acontece com as castas: um dalith será sempre um dalith e um brâmane será sempre um brâmane e é assim que tem que ser.

Eu já escrevi sobre contentamento nesse
post aqui, mas os indianos levam isso ao extremo! Eu acharia horrível viver com a sensação de mãos atadas, mas pensando por outro lado, eles tiram um baita peso das costas. Não precisam ser ambiciosos, competitivos, ganhar o melhor salário, ter o melhor carro, a melhor casa. Quem nunca se cansou de batalhar pra alcançar certo objetivo? Eles simplesmente vivem a vida contentes com o pouco que tem, e isso tem um lado bom e ruim.

Será que somos simples marionetes nas mãos de Deus? Lógico que é mais bonito e poético acreditar que Ele passou um tempão escrevendo uma história bem bonita especialmente pra sua vida, com final feliz e tudo. Isso também tráz um certo conforto: "bom, se Deus quer assim, o que mais posso fazer né? O que tiver que ser será."


Um tempo atrás, quando estava fazendo terapia (sim, eu AMO terapia, mas não sou louca ouviu?), disse à psicóloga que estava desesperada procurando emprego. Ela me aconselhou: "você está distribuindo currículos? Já fez um portifólio bem bonito? Está correndo atrás? Então agora você tem que deixar nas mãos de Deus, você fez sua parte e tem que acreditar que o universo vai te retribuir. É bom às vezes ter fé." E não é que essa "crença" me deixou muito mais tranquila? Depois de um tempo consegui um emprego...não sei se por vontade de Deus ou simplesmente porque enviei o currículo para a empresa certa na hora certa.

Mas na verdade eu ainda não tive nenhuma experiência que me faça acreditar absurdamente em destino. Já aconteceu de eu sonhar com uma pessoa que não via há anos, e nesse mesmo dia encontrar a mesma pessoa no ponto de ônibus. Ou receber um telefonema ou mensagem de texto da pessoa que pensei o dia inteiro. Ainda acredito que é tudo resultado de nossas ações passadas, de minutos ou anos atrás.

Conheço uma pessoa que está em depressão porque não aguenta mais o seu trabalho. Ela é bem de vida, mora confortavelmente com os pais, não tem família pra sustentar nem grandes dívidas, então não tem porque ficar presa em um emprego chato. Foi em uma "médium" saber a causa do problema, e ela disse que sua depressão é causada por macumba de uma pessoa que ri igual uma hiena. Muitas pessoas tem risada de hiena (até conheço uma que tem a risada parecida com um galo cantando!), mas ela logo associou sua chefe, claro! Enfim, a culpa da sua depressão é de sua chefe que não quer demití-la ou dela mesma que prefere continuar nessa situação? Não seria melhor ela ir atrás de outro emprego e assim que conseguisse um novo, pedir demissão? Culpar o outro e se fazer de vítima é sempre mais fácil.

Agora para finalizar, o exemplo mais bizarro de todos: eu e meu pai às vezes assistimos na tv o culto do Apóstolo Valdomiro Santiago da Igreja Mundial só pra dar risada! O cara é o maior fanfarrão que eu já vi! Olha só esse caso que ele contou: tinha uma multidão de pessoas cercando o apóstolo para conseguir uma benção dele. Um fiel queria que ele abençoasse sua carteira de trabalho, pois estava desempregado. Nervoso porque não conseguia chegar perto do Valdomiro, de raiva o cara bateu na cabeça do apóstolo com a carteira! Depois de dias, ele conseguiu um emprego em uma empresa multinacional ótima que ele nem tinha enviado currículo! Graças ao contato da carteira de trabalho com a cabeça "mágica" do apóstolo! Destino, sorte, benção do apóstolo ou malandragem?


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