domingo, 30 de agosto de 2009

O que ouvir?


Tem uma música que adoro ouvir em um certo período do mês (a.k.a. tpm):

Não me faça nenhum favor, não espere nada de mim
Não me fale seja o que for, sinto muito que seja assim
Como se fizesse diferença o que você acha ruim
Como se eu tivesse prometido alguma coisa pra você
Eu nunca disse que faria o que é direito
Não se conserta o que já nasce com defeito
Não tem jeito, não há nada a se fazer
Mesmo que eu pudesse controlar a minha raiva
Mesmo que eu quisesse conviver com a minha dor
Nada sairia do lugar que já estava
Não seria nada diferente do que sou
Não quero que me veja, não quero que me chame
Não quero que me diga, não quero que reclame
Eu espero que você entenda bem: eu não gosto de ninguém


Ai ai, ouvir isso me dá uma paz! É bom dividir meu mau humor com alguém, mesmo que seja com o Jimmy do Matanza.

Você é o tipo de pessoa que gosta de ouvir aquela música que tem "tudo a ver com o momento"? Como por exemplo, ouvir Natiruts indo pra praia?

Ouve aquela música suuuper pra cima quando está chateado pra ver se as coisas melhoram? Ou prefere afundar ainda mais no buraco negro ouvindo algo como Evanescence?

Ou simplesmente deixa o rádio ligado o dia inteiro na Kiss ou Alpha FM?

Independente do seu humor, só ouve o sucesso do momento, sendo ele algo do NX Zero ou a música Rolex do Dado Dolabella?

É como o cara que trabalha aqui na editora que toda sexta feira ouve funk e axé alucinadamente para já fazer o esquenta do fim de semana?

Pensando nisso, resolvi fazer mais uma lista, dessa vez de músicas que gosto de ouvir em certas situações:

- Dias nublados e de preferência chuvosos: o álbum Ocean Rain do Echo & the Bunnymen

- Atrasada andando rápido na rua: a música The Valley do Duran Duran

- Trabalhar linda, tranquila e feliz em uma segunda feira: o álbum Simple Things do Zero 7

- Trabalhar loucamente com uma gigantesca pilha de coisas pra fazer: o álbum www.pitchshifter.com do Pitchshifter, os álbuns Demanufacture e Obsolete do Fear Factory ou o álbum Filter do Filter (é, o álbum não tem nome...)

- Naquele agradável dia frio e ensolarado: a música Follow Your Bliss do B52´s

- Sexta feira animada ao extremo: as músicas Love Today do Mika ou I Don´t Feel Like Dancing do Scissor Sisters

- Dias inexplicavelmente tristes: as músicas Here Today do Paul McCartney e Black Bird do Beatles no repeat por horas

- Momentos introspectivos: a música Under the Milky Way do The Church

- Dias felizes: a música D.A.N.C.E. do Justice

- Dirigir: o álbum Enemies Like This do Radio 4

- Reunião de amigos em casa: coletânea anos 80

- Para arrasar na pista de dança da "boatchi": as músicas Dancing with Myself e White Wedding do Billy Idol

- Relembrar a infância: qualquer coisa do Genesis, Peter Gabriel ou Dire Straits

- Imaginar estar em outro país: os cantores Yossou Dour e A. R. Rahman

- Energia extra: a música We Won´t Get Fooled Again do The Who no volume máximo

- Dor de cotovelo: o álbum Darkest Days do Stabbing Westward

- Domingos felizes de verão: Coletânea do The Monkees

É isso...agora alguém aí quer aumentar ou criticar a lista?

Fiquem a vontade!

Alguém?

Não?

Hein?

Alguém?

Ninguém?

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O segredo

Há algo mágico naquele M amarelo...

Algo mágico no M gigante, reconhecível de longe. Algo nas ilustrações dos papéis que cobrem as bandejas, no hambúrger com gosto de nada, na Coca Cola aguada e sem gás e no sorvete de casquinha que tem gosto de leite desnatado congelado.

Algo mágico no Mc Donald´s!

O que é essa magia que os concorrentes não tem? A maioria das pessoas que conheço concordam que o Burger King é muito mais gostoso que o Mc Donald´s. Tem ainda o Subway, que é melhor, mais saudável e mais barato. Bob´s e Giraffa´s...prefiro não comentar...

Mas em toda praça de alimentação o Mc Donald´s é sempre o mais requisitado. Toda criança ama o Mc Lanche Feliz (eu também amo os brinquedinhos). E nós adultos, temos uma quedinha pela fast-food e pelo trio hambúrguer-batata frita-refrigerante, mesmo sabendo que é bem provável que o sanduíche venha amassado, a alface murcha, a batata fria e a bebida muito gelada ou muito quente.

Você já viu alguém triste no Mc Donald´s? Eu não. É só olhar em volta...as pessoas mordem felizes suas batatinhas e as mastigam de boca aberta como se fosse um chiclete. Mesmo os atendentes são tão eufóricos que chegam a ser irritantes! Eu confesso que já fui no Mc Donald´s só pra alegrar um pouco um dia chato.

Percebi esse efeito de felicidade que a "lanchonete do palhaço" causa nas pessoas algumas semanas atrás, quando o pessoal do trabalho combinou de almoçar no Mc Donald´s em uma sexta feira. O tal almoço foi assunto a semana inteira: -Mas qual sanduíche eu vou pedir hein? -O meu favorito é o Cheddar, mas o Quarteirão, hummmm! -Não acredito que você nunca comeu o Big Mac! -O suco novo de frutas vermelhas é uma delícia! -Nossa, vou ter que tomar um Top Sundae! Tudo bem que no setor onde trabalho, até um espirro é assunto e motivo pra piada o mês inteiro, mas achei curioso esse alvoroço todo.

Chega o tão esperado dia e lá vamos nós nos deliciar! Comentamos alegremente sobre o sabor incomparável dos lanches, sobre a época em que o Big Mac custava R$ 4,50, sobre a farofa do Top Sundae, sobre a batata de textura inigualável e sobre como vai ser difícil voltar a trabalhar depois dessa comilança toda.

E ficamos todos felizes, muito felizes, afinal, era uma sexta feira ensolarada, dia do pagamento e estávamos almoçando no Mc Donald´s!

Será mesmo que esse negócio vicia? Sábado aconteceu algo que me deixou meio assustada: estava em uma festinha de aniversário quando me bateu aquela vontade digna de grávida de comer um Cheddar com muito molho barbecue por cima (não há nada melhor que o barbecue)! Duas horas da manhã, um frio absurdo e eu sozinha atrás de um Mc Donald´s 24hrs. Depois de tentar a sorte em duas lanchonetes fechadas, achei uma aberta e depois de meia hora no drive thru, comi meu sanduíche incrementado como se fosse a última coisa que iria comer pelos próximos 10 anos.

Mas percebi que esse meu desespero pelo Cheddar não foi assim tão ruim, afinal o cara que estava na minha frente na fila, pediu só um sundae...duas horas da manhã, fila de meia hora, frio avassalador, por UM SUNDAE?

Será que existe algum ingrediente especial e secreto? Além das clássicas teorias de que o hambúrguer é feito de carne de minhoca e de que o nuggets são feitos da carne de um bicho gelatinoso sem olhos, essa semana li uma teoria que pode explicar bem toda essa euforia e vício: um dos diretores do Mc Donald´s disse em uma entrevista que o segredo deles é usar um tal extrato natural na gordura do sorvete, do pão, da fritura e de tudo mais. Dizem os conspiradores que esse tal extrato natural seria....MACONHA!

Bom, sei que é absurdo, mas que tem alguma coisa tem! Podem ser as cores do logotipo, o formato do M, o "amo muito tudo isso" (o slogan mais idiota que conheço), o comercial de tv cheio de pessoas felizes, o cheiro da gordura...Só sei que pode ser tudo isso menos o Ronald McDonald e sua turma! Não conheço mascote mais feio e sem graça que esse!

Porque as opções "saudáveis" do Mc Donald´s não tem sucesso? Será que é porque elas não tem a tal gordura? Você já viu alguém comendo uma maçã no Mc Donald´s? Ou uma salada? Wrap? Cenouritas? Eu nunca vi. Um dia uma amiga comprou essas Cenouritas para experimentar...e o produto estava vencido (claro, ninguém pede isso)! É simplesmente uma cenoura crua cortada em palito, sem nenhum molhinho pra incrementar! Que criança vai preferir comer cenouras a batata frita?

Valeu a tentativa, mas depois do documentário Super Size Me é impossível o Mc Donald´s passar a imagem de lanchonete saudável, não há Cenouritas que faça esse milagre. Pelo menos pra mim é quase tiro e queda sentir aquele "desconforto intestinal" depois de comer no Mc Donald´s. Mas para tornar seus consumidores mais saudáveis e esbeltos, mês que vem vai abrir em São Paulo a Ronald Gym, uma academia dentro da lanchonete! Você se estufa de Big Mac´s e depois vai lá fazer uns exercícios pra queimar as 2000 calorias!

Já o Burger King é escancarado: a comida é gorda e nada saudável sem vergonha nenhuma! Você quer um sanduíche com 4 hambúrgueres? Com 10 fatias de bacon? Quer um monte de cebola frita dentro do seu lanche? Ok, a consciência é sua!

Bom, com ou sem maconha na gordura, droga por droga, consuma Mc Donald´s com moderação!

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sejamos objetivos


Ok, eu sei...qualquer dia vou ser processada por usar mais e mais textos do OSHO em meu blog sem autorização...mas eu gostei tanto desse que não podia deixar passar!

É uma historinha sobre dramatizar e fantasiar exageradamente sobre coisas chatas que acontecem na vida. Ao invés de ficar confabulando se é macumba, destino, alinhamento dos planetas ou equilíbrio dos chakras, seja direto e objetivo: o sofrimento acontece o tempo todo com todo mundo e ponto final! Temos que aceitar, superar e crescer com ele.

Acredito muito na teoria do Yin-Yang, do equilíbrio, dos opostos: a vida não existe sem a morte, a saúde sem a doença, a alegria sem a tristeza, a luz sem escuridão. Enfim, ninguém consegue ser feliz o tempo todo e "shit happens, baby!" E lembrem-se que algo aparentemente ruim pode se tornar algo bom e vice-versa, por isso é complicado julgar e classificar.
Bom, a historinha explica melhor, deêm uma lida:

As venturas e desventuras de um camponês

O único problema com a tristeza, desesperança, raiva, desamparo, ansiedade, angústia, miséria, é que você quer se livrar delas. Essa é a única barreira. Você terá que conviver com elas. Você simplesmente não pode escapar. Estes são a própria situação na qual a vida precisa se integrar e crescer. São os desafios da vida. Aceite-os, pois são bênçãos disfarçadas.

Um homem tinha um belo cavalo, e o cavalo era tão raro que mesmo imperadores pediam ao homem que o vendesse, pelo preço que quisesse, mas ele recusava. Uma manhã, ele descobriu que o cavalo havia sido roubado.
A aldeia inteira reunida solidarizou-se com ele, e disseram: “Que desgraça! Você podia ter conseguido uma fortuna, as pessoas estavam oferecendo tanto dinheiro. Você foi teimoso e tolo. Agora o seu cavalo foi roubado.”
Mas o homem apenas sorriu e falou: “Não digam bobagens! Apenas digam que o cavalo não está mais no estábulo. Deixem o tempo passar, então veremos.”
E aconteceu que depois de quinze dias o cavalo retornou, e não estava sozinho. Trouxe consigo uma dúzia de cavalos selvagens da floresta. A vila inteira reuniu-se e disseram: “Ele estava certo! Seu cavalo está de volta e trouxe com ele mais doze lindos cavalos. Agora ele pode ganhar todo o dinheiro que desejar.”

Eles chegaram para o homem e disseram, “Desculpe-nos. Não pudemos entender o futuro e os caminhos de Deus, você, porém, é formidável! Você sabia alguma coisa sobre isso; deve ter previsto o futuro.” Ele disse, “Besteira! Tudo que sei é que agora o cavalo retornou com outros doze cavalos – o que vai acontecer amanhã, ninguém sabe.”

E no dia seguinte aconteceu que o único filho desse homem estava tentando montar num novo cavalo quando caiu, e suas pernas ficaram quebradas. Toda a vila reuniu-se novamente e eles disseram: “A gente nunca sabe – você estava certo; isso provou ser uma maldição. Teria sido melhor se o cavalo não tivesse voltado. Agora seu filho irá permanecer aleijado para o resto da vida.” O velho homem disse, “Não tirem conclusões apressadas! Esperem e vejam o que irá acontecer. Digam apenas que meu filho quebrou suas pernas – isso é tudo.”

Depois de quinze dias aconteceu que todos os jovens da cidade foram forçadamente convocados pelo governo, porque o país estava prestes a entrar em guerra. Somente o filho desse homem foi deixado pois ele não tinha nenhuma utilidade. Todos se reuniram e disseram: “Nossos filhos foram levados! Você pelo menos tem seu filho. Pode ser que ele fique aleijado, mas está aqui! Nossos filhos se foram, e o inimigo é muito mais forte; todos eles serão mortos. Na nossa velhice não teremos ninguém para cuidar de nós, mas você pelo menos tem o seu filho e talvez ele possa ser curado.” Mas o velho disse, “Digam somente isso – que seus filhos foram levados pelo governo. Meu filho foi deixado, mas não se pode concluir nada além disso.”

Limitem-se aos fatos! Não recebam nada como uma maldição ou uma bênção. Não as interpretem e, subitamente, vocês verão que tudo é belo.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Show Girl


Faz tempo que eu não ficava tão animada por causa de um show...nem quando confirmaram o Depeche Mode em São Paulo (fail...). Me dá frio na barriga só de me imaginar no show do Faith no More!

Adoro essa banda...tenho todos os cds, inclusive os com o péssimo Chuck Mosley como vocalista! E apesar do Mike Patton adorar o Brasil, nunca tive esperança de ver um show deles, mesmo porque o fim da banda foi anunciado em 1998. Mas eles voltaram! E essa volta só seria melhor se o Jim Martin tivesse voltado também...mas tudo bem, seria pedir muito!

Aproveitando o assunto...vou fazer uma listinha dos poucos shows que assisti:

Massive Attack - 24/05/2004
Esse show foi bem no dia do meu aniversário! Fui sozinha, porque não conhecia ninguém que gostasse deles...hoje conheço duas ou três pessoas. Mas pior do que ir sozinha, foi estar com a pior cólica da minha vida e o show atrasar mais de duas horas e meia! Quando começou eu já estava tão desanimada e de saco cheio que nem curti muito. Amo o Massive Attack, mas ver um show deles não é nada muito empolgante...ou sei lá, talvez tenha sido só meu mau humor.

Placebo - 27/04/2005
Essa foi minha banda favorita por muito tempo! Comprei o primeiro cd deles só por causa da música 36 degrees, mas acabei me viciando no álbum todo! Por um tempão achava que o Brian Molko era uma mulher com nome estranho, uma mulher com a voz muito parecida com a do vocalista do Rush (vocês não podem me culpar por isso, afinal ele parece MESMO com uma mulher!). O show foi ótimo mas tinha bastante emo, eles compareceram só para ouvir Every You and Every Me. Lembro que minutos antes do começo do show, o povo já começou a se espremer pra ficar perto do palco, e na minha frente tinha um grupo de meninas emos fumando e usando scarpins de oncinha (quem vai em um show de rock de scarpin?). A menina me queima com o cigarro e ainda me olha com cara feia! Bom, quando o Placebo abriu o show com The Bitter End, uma das músicas mais pesadas, morri de rir vendo as emos apanhando e perdendo os sapatos na pancadaria! Pois é, às vezes fica difícil manter a pose...

Claro que é rock - 26/11/2005
Esse foi o melhor show da minha vida...não me importavam as outras bandas, só o Nine Inch Nails! Ai ai, o Trent estava tão bonito e seus braços tão fortes...(ok, comentário desnecessário). Claro que também foi muito legal ver o Iggy Pop e a bagunça que ele fez em cima do palco...e o vocalista do Flaming Lips dentro da famosa bola se jogando em cima da platéia! Vi bem pouco e bem de longe o Fantômas, porque o pessoal que estava comigo achou tudo muito bizarro e descobri que o Sonic Youth é chato, bem chato. Queria ver a Nação Zumbi mas não consegui chegar a tempo, afinal essa Chácara do Jockey é longe pra ca**te...pelo menos quando cheguei lá vi os fãs do Good Charlotte dispersando e fiquei aliviada. Bom, não tenho nem o que falar do show do NIN...cantei loucamente todas as músicas e fiquei relativamente perto do palco, porque como era o último show do festival, só ficou mesmo quem era fã. Pena que o show desse ano foi cancelado...

Skol Beats - 14/05/2006
Fui só pra ver o Prodigy mesmo...e gostei bastante! Fiquei no fundão porque o negócio foi tenso. Meu irmão que estava bem na frente disse que a pancadaria estava digna de um show do Slayer. Nem lembro das outras atrações...mas lembro que o evento foi bem na época em que o PCC estava tocando o terror em São Paulo. Uma amiga foi proibida de sair de casa pelo pai, mesmo com o ingresso na mão. Lembro também que foi na véspera do dia das mães, então dá pra imaginar meu estado no churrasco na casa da vó no dia seguinte!

Motomix - 09/08/2006
Só fui nesse festival porque o preço estava bom e era pertinho de casa, afinal não era fã de nenhuma banda. Mas achei que seria legal ver o Franz Ferdinand. No final acabei me surpreendendo com o show do Franz, foi bem melhor do que eu imaginava e os caras são muito carismáticos! E conheci duas bandas que acabei gostando bastante: o Art Brut e o Radio Four. Vi o show do Art Brut inteiro e achei bacana, mas não consegui ver o Radio Four porque eles tocaram depois do Franz, e como eu estava muito, mas muito cansada, fui embora na segunda música deles. Porém me apaixonei perdidamente quando ouvi o álbum Enemies Like This no dia seguinte.

New Order - 14/11/2006
Na minha "adolescência"....muitos anos atrás, eu ouvia o Get Ready no meu discman azul todo santo dia indo para o trabalho! Esse álbum é maravilhoso, do início ao fim! Pra mim, o show valeria a pena só pela Crystal, mas vi muito marmanjo chorando quando eles tocaram Joy Division. Bom, não tenho muito o que falar, só que foi um show bem legal e que me sinto sortuda por ter visto eles ao vivo antes do fim da banda!

Tim Festival - 28/10/2007
Só fui mesmo para ver a Björk, e gostei muito...apesar do atraso de quase duas horas em que fomos obrigados a ficar ouvindo música japonesa! Mas valeu a pena porque o palco ficou lindo, cheio de bandeiras coloridas! Foi uma produção de show "individual" em um festival: teve a tal orquestra de sopro formada só por mulheres e o ReacTable, o sintetizador mais legal que já vi na vida. E o encerramento com Declare Independence...diria que foi emocionante! Vi ainda o Spank Rock (legalzinho), o Hot Chip (legal), a Julliete and the Licks (ela canta muuito mau ao vivo), o Arctic Monkeys (ok...) e o The Killers (não gosto deles e ponto final). O problema foi que devido aos atrasos, o festival acabou por volta de 5hrs da manhã do domingo pra segunda! Minha sorte é que trabalhava em uma empresa bacana, que me deixou entrar depois do almoço...mesmo assim foi bem difícil trabalhar nesse dia...!

Tem dois shows que me arrependo amargamente de não ter visto:
DEVO no Planeta Terra - como a banda tem milhões de anos e álbuns, achei que ia ficar viajando no show porque só conhecia uma coletânea e dois cds deles. No dia seguinte quase corto os pulsos quando vi que conhecia e amava TODAS as músicas que eles tocaram! Até parecia que o setlist tinha sido feito em minha homenagem com minhas músicas favoritas!
Duran Duran - até hoje não consigo entender porque não fui...deve ter tido um motivo muito bom pra me fazer perder um show desses! O pior é que todo mundo que assistiu me faz inveja falando que foi maravilhoso!
Agora espero ansiosa pelo Faith no More ouvindo o Angel Dust todo dia...ai novembro que não chega nuncaaaa!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Diálogos pós dia do pagamento


Vocês costumam dialogar com vocês mesmo?
Eu faço isso o tempo todo, uma coisa meio Smeagol/Gollum, só falta eu mesma me chamar de "my precious". Se alguém pudesse observar de fora, iria pensar que são duas melhores amigas (ou inimigas) conversando!

Esse diálogo sempre fica mais tenso por volta do dia 10, depois do pagamento. Existem duas Alines dentro de mim, a consumista (que vou chamar de A1) e a consciente (que vou chamar de A2)...eis o diálogo delas:

No quinto dia útil do mês:
A1: uhuuuu o pagamento caiu na conta! É hoje que vou comprar aquele vestido que estou namorando há meses!
A2: mas vai com calma Aline, a prioridade são para as contas: parcela do carro, seguro, tai chi chuan, fatura do cartão de crédito e dentista.
A1: hummm tá certo...vamos ver quanto vai sobrar depois que eu pagar tudo né...(enquanto isso abre o site da Sack´s, a maior loja virtual de perfumes e fica viajando nas descrições das fragâncias). - Olha eu podia comprar esse aqui, dá pra fazer em 10x de 10 reais!
A2: no way, você já tem dois perfumes, um para o dia e outro para noite, chega!
A1: mas posso comprar, sei lá...um para trabalhar, outro para ir ao cinema, outro para ir passear no parque, um para o almoço em família...é importante usar o perfume certo para cada ocasião!
A2: sim, mas as ocasiões acontecem ou de dia ou de noite, então você já tem perfume para todas as ocasiões certo?
A1: droga...ok, você venceu!

Na loja de roupas:
A1: hoje eu compro aquele vestido, não tem desculpa!
A2: tá bom vai, mas só o vestido, e quem sabe mais uma blusinha, mas só se estiver em promoção...
Depois de experimentar 500 peças de roupa:
A1: e se eu levar esses dois vestidos e essa blusinha que ficou ó-te-ma?
A2: não não, é pra levar duas peças de roupa no máximo! Lembra do ensinamento do Dalai Lama? Pergunte sempre: eu preciso mesmo disso? antes de comprar qualquer coisa!
A1: não é questão de necessidade, é questão de desejo mesmo!
A2: nada disso, ou um ou outro! Você ainda vai levar uma peça a mais, era só o vestido que você estava namorando, lembra?
A1: tá bom vai....vai o vestido e a blusinha.

Na perfumaria:
A1: nossa eu preciso de taaaaanta coisa!
A2: não precisa não!
A1: olha esse creme novo! Deve ser muito bom, tem geléia real (???) e hidrata o cabelo enquanto você dorme!
A2: vi uma boa resenha sobre esse produto na internet, vamos experimentar vai.
A1: eba! Preciso de um secativo pra espinha também...
A2: nada disso, você tem um em casa pela metade ainda!
A1: é mas ele venceu no ano passado! É perigoso usar produtos vencidos sabia?
A2: tá bom vai, mas leva o mais barato que tiver...que tal o Acnase? Não melhor ainda, esse Acnase genérico aqui ó, tá 3 reais!
A1: beleza! Hum, preciso também de um creme sem enxague para cabelos cacheados! Queria tanto experimentar essa marca aqui...adorei o shampoo deles!
A2: você acabou de pegar um creme para cabelo...não precisa de outro.
A1: mas esse é hidratante noturno, preciso de um diurno!
A2: e quantos cremes seu cabelo precisa? Você quer que ele fique daquele tipo seboso é?
A1: ah, mas eu queria experimentar...
A2: esquece! Ontem mesmo você comprou um creme ótimo para o cabelo, lembra?
A1: ah é, e ele é bom mesmo! E esmalte? Olha, baratinho!
A2: ok, esmalte tudo bem...
A1: mas não tem nenhuma cor nova legal aqui, já tenho todos esses...e esse óleo para o corpo hein? Aroma de amêndoas doces, será que é bom?
A2: você já tem um...
A1: hidratante com cheiro de Bambu e Chá Verde!!! Eu quero!
A2: você tem um hidratante novinho em casa, da Victoria´s Secrets ainda por cima, chiquérrimo!
A1: ah é mesmo....bom, melhor eu ir para o caixa...
Na fila do caixa:
A1: olha! Gel antiséptico para mãos com cheirinho de maracujá! É muito útil agora com a gripe suína! E dizem que está em falta, é bom garantir o meu!
A2: mas você já tem um, criatura!
A1: mas o meu não é de maracujá!
A2: não interessa, o efeito é o mesmo!
A1: e se um dia acabar o estoque de gel antiséptico na cidade?
O caixa interrompe meus pensamentos: - Crédito ou débito senhora?
A1: Débito, e eu quero nota fiscal paulista por favor...

No bar:
O garçon pergunta: vocês vão querer alguma coisa da cozinha? Ela já vai fechar.
Minha amiga pede uma coxinha e eu não peço nada pensando:
A2: ah hoje não, já jantei, ainda estou cheia...
A1: mas a coxinha daqui é simplesmente a melhor de São Paulo (quem quiser conhece-lá vá ao Frangó, no Largo da Matriz da Freguesia do Ó)!
A2: mas você não está com a mínima fome, isso é gula!
A1: mas é a melhor coxinha da cidade!
A2: e depois, com o preço dessa coxinha você comeria cinco pães de queijo gigantes na lanchonete da esquina!
A1: mas...
A2: chega de "mas"...não vai comer e pronto!
Minutos depois, vendo minha amiga se deliciar com a coxinha dela:
A1: ah quer saber...vou pedir a coxinha! Simplesmente não dá pra vir aqui e não comer a coxinha!
- Garçon, a cozinha ainda está aberta?
- Não, ela já fechou...
- Ah...tudo bem então...
A1: consciência de merda, agora vou ficar só na vontade...
A2: ha ha ha se ferrou!

Na padaria 3 horas da manhã:
A1: a torta de bauru daqui é a melhor que já comi! Acho que vou ser obrigada a pedir uma...
A2: você lembra do tamanho daquela torta? É um exagero! Você nem tá com tanta fome assim vai...
A1: mas e se me der fome de madrugada e não tiver nada pra comer em casa? Preciso prevenir né, já dormir de barriga bem cheia!
A2: sem desculpas! Além de ser muito cara, você não vai aguentar comer tudo. Pede o pedaço de pizza.
A1: tá bom vai...
Mais tarde...
A1: antes de pagar preciso dar uma olhada nos doces! Aquele brigadeirão recheado com morango é maravilhoso!
A2: tá, mas só olhar né?
A1: uau....brigadeiro de chocolate branco e beijinho com cobertura de chocolate! Acho que vou levar pra experimentar!
A2: mas tem uma barra gigante de chocolate guardada na gaveta do seu guarda roupa!
A1: ah, mas isso não é chocolate, é docinho!
A2: não importa, os dois são doce do mesmo jeito ué! Melhor esperar acabar um pra depois comprar outro.
A1: mas e se quando eu voltar aqui não tiver mais desse?
A2: e olha o preço que absurdo! Sai um real cada docinho! Com um real você compra um pão de queijo gigante na lanchonete da esquina (ê mania de comparar tudo com o pão de queijo da lanchonete da esquina)!
A1: isso não é pão de queijo, é brigadeiro! E eu vou levar e pronto!
A2: depois não vai ficar com peso na consciência hein!

E por aí vai! Mas devo confessar que já fui uma consumidora doida desenfreada! Hoje estou milhões de vezes melhor, tem gente que até me chama de pão dura, mas prefiro dizer que sou uma consumidora consciente! Porém meu pai nunca vai entender a necessidade de comprar aquela blusinha ou sapato. "Ué, mais uma? Mas você já tem um monte"! - meu pai sempre diz! Ele nem imagina o cansaço mental que passo antes de fazer essa simples aquisição!

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Aceitação


Mais um texto do Tarô do Osho!

Ele fala sobre a importância de não comparar, de não se pressionar a pertencer à certos padrões. Não é saudável se sentir nem inferior nem superior à ninguém...o melhor a fazer é respeitar, aceitar e valorizar o que somos, afinal, sempre vai ter alguém melhor e alguém pior que você!

Primeiro tem um texto sobre comparação e depois uma explicação sobre a figura das plantinhas:

A comparação gera inferioridade, superioridade. Quando você não estabelece comparações, toda inferioridade e toda superioridade desaparecem.

Nessa condição você simplesmente é, você simplesmente está aí.

Um pequeno arbusto ou uma grande árvore alta -- isso não importa -- você é você mesmo. Você é necessário.

Uma folha de grama é tão necessária quanto a maior das estrelas. Sem a folha de grama, Deus será menos do que ele é. O pipilar de um pássaro é tão necessário quanto qualquer buda -- o mundo será menos, será menos rico se esse pássaro desaparecer. Basta olhar à sua volta. Tudo é necessário e se encaixa em um todo. Trata-se de uma unidade orgânica: ninguém está acima, ninguém está abaixo, ninguém é superior, ninguém é inferior. Cada qual é incomparavelmente único.

Comentário:

Quem foi que lhe disse que o bambu é mais bonito do que o carvalho, ou que o carvalho é mais valioso do que o bambu? Você imagina que o carvalho gostaria de ter um tronco oco como o do bambu? Será que o bambu sente inveja do carvalho porque ele é maior e suas folhas mudam de coloração no outono?

A própria idéia das duas árvores fazendo comparações entre si parece ridícula, mas os humanos consideram muito difícil romper com esse hábito.

Vamos encarar os fatos: sempre existirá alguém que é mais bonito, mais talentoso, mais forte, mais inteligente, ou aparentemente mais feliz do que você. E, inversamente, sempre haverá aqueles que são inferiores a você em todos esses aspectos.

O caminho para descobrir quem você é, não é a comparação com os outros, mas um exame para ver se você está realizando o seu próprio potencial, da melhor maneira de que é capaz.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Divagações e viagens nonsense sobre o destino


Meu filme favorito (preciso dizer qual é?) começa com a seguinte questão: "Jamal Malik está a uma pergunta de ganhar 20 milhões de rúpias. Como ele conseguiu isso? (A) Ele trapaceou, (B) Ele tem sorte, (C) Ele é um gênio, (D) Estava escrito.”

A música que estou ouvindo agora (Destiny do Zero Seven) fala de duas pessoas apaixonadas que mesmo longe um do outro, sabem que é o destino ficarem juntos.

O Théo Becker falou mil vezes antes de sair da Fazenda: "se é vontade de Deus, eu vou respeitar."

As pessoas tem mania de culpar Deus e "o destino" por tudo, coisas boas e ruins.

Outro dia assisti uma palestra sobre a Índia, e a palestrante disse que lá eles aceitam praticamente tudo, não fazem esforço nenhum para mudar ou progredir, porque se a situação está asism, é porque Deus quer. Ela contou como exemplo uma história que aconteceu com o puxador de riquixá que ela contratou enquanto passava um tempo por lá. Ela prometeu que compraria um riquixá motorizado pra ele quando retornasse a Índia. Mas ele negou o presente, dizendo que seu avô e seu pai também foram puxadores do riquixá "tradicional" e que era o destino dele também ser um, pra sempre. A mesma coisa acontece com as castas: um dalith será sempre um dalith e um brâmane será sempre um brâmane e é assim que tem que ser.

Eu já escrevi sobre contentamento nesse
post aqui, mas os indianos levam isso ao extremo! Eu acharia horrível viver com a sensação de mãos atadas, mas pensando por outro lado, eles tiram um baita peso das costas. Não precisam ser ambiciosos, competitivos, ganhar o melhor salário, ter o melhor carro, a melhor casa. Quem nunca se cansou de batalhar pra alcançar certo objetivo? Eles simplesmente vivem a vida contentes com o pouco que tem, e isso tem um lado bom e ruim.

Será que somos simples marionetes nas mãos de Deus? Lógico que é mais bonito e poético acreditar que Ele passou um tempão escrevendo uma história bem bonita especialmente pra sua vida, com final feliz e tudo. Isso também tráz um certo conforto: "bom, se Deus quer assim, o que mais posso fazer né? O que tiver que ser será."


Um tempo atrás, quando estava fazendo terapia (sim, eu AMO terapia, mas não sou louca ouviu?), disse à psicóloga que estava desesperada procurando emprego. Ela me aconselhou: "você está distribuindo currículos? Já fez um portifólio bem bonito? Está correndo atrás? Então agora você tem que deixar nas mãos de Deus, você fez sua parte e tem que acreditar que o universo vai te retribuir. É bom às vezes ter fé." E não é que essa "crença" me deixou muito mais tranquila? Depois de um tempo consegui um emprego...não sei se por vontade de Deus ou simplesmente porque enviei o currículo para a empresa certa na hora certa.

Mas na verdade eu ainda não tive nenhuma experiência que me faça acreditar absurdamente em destino. Já aconteceu de eu sonhar com uma pessoa que não via há anos, e nesse mesmo dia encontrar a mesma pessoa no ponto de ônibus. Ou receber um telefonema ou mensagem de texto da pessoa que pensei o dia inteiro. Ainda acredito que é tudo resultado de nossas ações passadas, de minutos ou anos atrás.

Conheço uma pessoa que está em depressão porque não aguenta mais o seu trabalho. Ela é bem de vida, mora confortavelmente com os pais, não tem família pra sustentar nem grandes dívidas, então não tem porque ficar presa em um emprego chato. Foi em uma "médium" saber a causa do problema, e ela disse que sua depressão é causada por macumba de uma pessoa que ri igual uma hiena. Muitas pessoas tem risada de hiena (até conheço uma que tem a risada parecida com um galo cantando!), mas ela logo associou sua chefe, claro! Enfim, a culpa da sua depressão é de sua chefe que não quer demití-la ou dela mesma que prefere continuar nessa situação? Não seria melhor ela ir atrás de outro emprego e assim que conseguisse um novo, pedir demissão? Culpar o outro e se fazer de vítima é sempre mais fácil.

Agora para finalizar, o exemplo mais bizarro de todos: eu e meu pai às vezes assistimos na tv o culto do Apóstolo Valdomiro Santiago da Igreja Mundial só pra dar risada! O cara é o maior fanfarrão que eu já vi! Olha só esse caso que ele contou: tinha uma multidão de pessoas cercando o apóstolo para conseguir uma benção dele. Um fiel queria que ele abençoasse sua carteira de trabalho, pois estava desempregado. Nervoso porque não conseguia chegar perto do Valdomiro, de raiva o cara bateu na cabeça do apóstolo com a carteira! Depois de dias, ele conseguiu um emprego em uma empresa multinacional ótima que ele nem tinha enviado currículo! Graças ao contato da carteira de trabalho com a cabeça "mágica" do apóstolo! Destino, sorte, benção do apóstolo ou malandragem?