quinta-feira, 30 de julho de 2009

Contos de uma semana sonolenta


Zzzzzzz

Quinta feira, 10:30 da manhã e eu estou com sono, muito sono. Sem nenhum trabalho pra fazer na editora, escrever esse texto foi uma forma de me manter acordada.

Pelo menos durante a semana, tenho um horário certo pra dormir: exatamente das 23:30 as 07:30. Se eu deitar meia hora antes, fico com "saldo positivo" de sono no dia seguinte, o que inexplicavelmente me deixa mais sonolenta ainda. Se deitar meia hora depois, "saldo negativo". Tem que existir o equilíbrio, tem que ser neutro: nem positivo nem negativo.

Toda essa sonolência de hoje começou no domingo, porque acordei 13:30 e consequentemente fui dormir 01:00. Na segunda fiquei com sono o dia inteiro mas não resisti assistir pela terceira vez "Quem Quer Ser Um Milionário" (o filme mais lindo e perfeito do mundo), que acabou 00:00 e me fez dormir 00:30. Na terça quase deu certo: 22:30 já comecei meu ritual pré sono: banho, escovar os dentes, passar hidratante, limpeza, tonificação e creme anti idade no rosto (opa, a partir dos 25 anos!) e cama! Mas tenho que confessar que não consigo ficar sem assistir o seriadinho "Descolados" da Mtv, que começa exatamente 23:30. Resultado: só desliguei a tv meia noite.

Quarta feira, já quase um zumbi, é o dia que mais tenho trabalho na editora e em casa. Eu gosto muito do que faço, mas é impossível criar alguma coisa com sono! Ficar em frente o computador o dia inteiro deve ser mais forte do que calmante tarja preta. Voltando pra casa penso em tirar o atraso cochilando no ônibus mas coincidentemente entram duas amigas que estão indo para o cinema e vamos conversando o caminho todo. Ok, pelo menos foi por uma boa causa, seria chato eu fingir que estava dormindo para despistá-las né?

Chego em casa e tento dormir antes de começar a trabalhar, mas cinco minutos depois que deito a Sabesp resolve trabalhar com uma britadeira bem em frente de casa. Desisto e levanto com um baita mau humor. Minha mãe vendo minha cara de "mataria alguém agora mesmo":
-Porque ao invés de dormir agora, você já não janta, faz seu trabalho e deita mais cedo?
-Porque hoje tem jogo do Corinthians!
-Mas eu só grito em final de campeonato, hoje eu não vou gritar não.
-Sei, vamos ver até o jogo começar.

Janto e começo a trabalhar com a maior má vontade do mundo. Começa o jogo e minutos depois minha mãe já está se esguelando na sala. A muito custo termino meu trabalho de criação de estampas sobre os índios Kayapós e vou deitar, mas só consigo dormir mesmo quando acaba o jogo, ou seja, meia noite.

Quinta feira, o celular desperta 07:30 como sempre. Eu escolho esse horário porque é exatamente quando passa a previsão do tempo no Bom Dia Brasil, assim escolho que roupa usar dependendo do clima. Mas hoje não consegui ver a previsão, acordo 8:00 vendo a Ana Maria Braga com visual novo, de cabelos vermelhos! Pelo menos essa visão (bizzarra) me fez despertar mais rápido.

Lembro do sonho doido que tive: era 19/07/2012 e segundo uma previsão dos Maias, o mundo iria acabar às 21:00 desse dia. Todos estavam na maior apreensão e eu achei que seria melhor esperar o fim do mundo no cinema, assim poderia me distrair (lógico, porque pensar no fim do mundo enquanto está passando Era do Gelo 3 na sua frente?). Quando cheguei no cinema, meu pai estava me esperando e pergunta:
-Porque você veio pra cá desse jeito? (eu estava toda mulambenta e descabelada, com um boné vermelho na cabeça).
-Ah o mundo vai acabar mesmo, que diferença faz, quero estar confortável quando chegar a hora!
Acaba o filme, saio do cinema e o mundo continua lá, do mesmo jeito.

É fácil interpretar meus sonhos, eles sempre são uma mistura de coisas que vivi no dia. O fim do mundo é porque um cara aqui da editora defendeu a teoria de que esse clima doido de sol e chuva no mesmo dia é um sinal do fim dos tempos, que isso está escrito na bíblia e blá blá blá. E o cinema é por causa das meninas que encontrei no ônibus. Meu subconsciente mistura tudo e faz um filme muito doido!

Levanto e vejo o dia nublado: oba, isso me deixa ainda mais animada... Passo direto pelo espelho porque não quero nem ver como está minha cara agora. Ok, depois de lavar o rosto e passar um blush para dar "um ar saudável" fico mais apresentável. Tomaria litros de café agora, mas ficaria com azia por pelo menos um mês. O jeito é tomar uma xícara bem grande de chá verde.

No ônibus gostaria muito de ler Ponto de Impacto: o livro é tão grande e tão pesado que se tornou um empecilho levar ele pra lá e pra cá. Uso quase que uma bolsa de viagem pra carregá-lo e gostaria muito de acabar de lê-lo logo. Mas com o sono que estou não vou passar nem de uma página. Também não gosto de dormir no ônibus indo para o trabalho, só voltando. Não me pergunte porque. Melhor ouvir mp3...algo bem "up" como DEVO: she´s out of synch, and everyone around her, knows that something´s wrong. Não tem nada de errado comigo não, só estou com sono. Um menino senta do meu lado, cobre o rosto com o boné e dorme quase que instantaneamente. A essa altura o cobrador também já está no seu terceiro sono. É, pelo jeito não sou a única. Chego no trabalho e apesar de ter ouvido DEVO por 30 minutos, a música que não sai da minha cabeça é I´m Only Sleeping dos Beatles.

Hoje, espero estar dormindo 23:30:00 em ponto. Não tem jogo, não tem trabalho, não tem Descolados, nada pode me impedir! A menos que...eu decida assistir a estréia de No Limite!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Caindo na naaaaitiiiiiiiii


Oi!

Confesso que tempos atrás eu estava meio de saco cheio de balada, principalmente dos lugares com roqueirinhos posers modernérrimos (já falei deles nesse post aqui). Mas com a solteirice, acaba sendo inevitável voltar à "nightlife". Ainda prefiro um bom e velho boteco (sim, estou ficando velha), mas às vezes precisamos de um pouquinho de agitação a mais no sábado à noite!

Baseado em experiências próprias, fiz uma listinha com minhas impressões de algumas "danceterias" (como diz aquela vovó prafrentex), comentando os principais fatores que pra mim fazem uma balada boa ou não. Chega de blá blá blá porque o texto promete ser longo:

- CB (Clube Belfiori)
- Localização: Barra Funda, o que pra mim é ótimo, pertinho de casa. Mas pode assustar quem está acostumado com as super agitadas Vila Madalena e Olímpia. A rua do CB é deserta e não tem nada por perto, nem estacionamento. A maior movimentação é no boteco da esquina onde o povo toma umas cervejas antes de entrar no CB ou na Blue Space (balada gls que fica na mesma rua).
- Preço: carinho...no sábado paguei 15 reais pra entrar, mas o mais caro são as bebidas: 6 reias numa latinha de Itaipava. É que lá o bar e a cozinha são meio que "finos" com cervejas importadas e tal. Se eu tivesse dinheiro iria adorar!
- Frequentadores: um povo bem menos poser e um pouco mais velho do que o das baladas de rock indie por aí. Dificilmente você vai encontrar alguém de 15 anos com RG falso. Diria que são pessoas com personalidade e "bem resolvidas" que não fazem questão de chamar muita atenção.
- Música: Da primeira vez que fui no CB me diverti como nunca! Principalmente quando o DJ tocou Dancing With Myself do Billy Idol duas vezes, de propósito! Da última vez fui em um sábado e descobri que nesse dia o som é mais eletrônico, não gostei...o remix de Enjoy the Silence chegou a me irritar! Mas dizem que na sexta o som é mais voltado para rock, espero que sim, seria um desperdício!
- Ambiente: Lindo! Sofás, mesas, balcão, decoração, palco, iluminação, banheiro limpo, tudo ótimo! A pista é iluminada, o que dá um pouco de vergonha de se soltar nas dancinhas. E o teto bem alto é o que eu mais gosto, dá menos sensação de claustrofobia.
- Guy´s talk: a maioria dos caras chegam pedindo isqueiro ou perguntando se pode se apoiar em você enquanto arruma o cadarço do tênis (é, pois é...). Com a nova lei antifumo aí, eles vão ter que inventar algo novo. Mas no geral é bem tranquilo.
- Ou seja: é o melhor ambiente e público de balada rock que conheço.

- Matrix
- Localização: Vila Madalena. Todo mundo conhece a Vila Madalena né, não tenho o que comentar.
- Preço: ó-te-mo! Mulher entra de graça e homem paga poucos reais consumíveis.
- Frequentadores: bem misturado. Vi desde aquele tiozão nerd mandando um air guitar viajando ao som de The Kinks até o indie super bem produzido dançando Pixies loucamente.
- Música: boa...mas o previsível. The Hives, The Vines, The Strokes e todos os outros The´s. Lógico que não pode faltar Are You Gonna Be My Girl do Jet e Mr. Brightside do The Killers (odeio essa música do fundo do meu coração). O ápice foi tocar a versão gigante sem cortes de How Soon is Now do Smiths.
- Ambiente: Simples e pequeno, bem pequeno. O barzinho na frente e o bilhar atrás são mais tranquilos, mas a pista é lotada e um pouco maior do que o banheiro de casa. O lugar em si não é muito bonito não, tem cara de garagem. Uma vez sentei debaixo de uma goteira...
- Guy´s talk: os caras são mais atiradinhos. Além dos olhares 43, alguns tentam uma aproximação física forçada, mas nada que se compare ao Cabral ou algo do tipo.
- Ou seja: diversão boa e barata.

- Happy News
- Localização: Rua dos Pinheiros, um pouco longe do "burburinho".
- Preço: caro pra ca**lho! Fui lá em um sábado e paguei 25 reais só pra entrar.
- Frequentadores: não gostei. As meninas são todas parecidas (acho que eu era a única ali de cabelo cacheado) e os caras usam aquela camisa pólo com um brasão desenhado no peito. Juro que um muleque entrando na puberdade, com o típico bigodinho ralo, ficou bravo com minha amiga quando ela disse que tinha idade pra ser mãe dele! Vi desde caras dançando Créu velocidade 5 rebolando a bunda na minha cara até tiozão estilo Otávio Mesquita com baby look mostrando a barriguinha e cabelos brancos agitando a galera e bebendo até cair.
- Música: também não gostei. Desde programação da Jovem Pan e 97 fm, passando por funk, clássicos dos anos 70 que tocam em festa de formatura (It´s Rainning Man e Macho Man), Mamonas Assassinas, black music e micareta.
- Ambiente: Maravilhoso! O lugar é bem grande e os banheiros são limpíssimos. Realmente um desperdício...
- Guy´s talk: no caso não é nem "talk"...é pegação mesmo. Os caras beijam uma e depois de um minuto beijam a menina do lado, e depois a outra, e depois a outra... Cabral elitizado.
- Ou seja: Apesar da companhia maravilhosa das minhas amigas, jurei que nunca mais voltaria lá.

- Café Piu Piu
- Localização: 13 de maio. Ali do lado do The Wall, do Dimitri e do Café Aurora, reduto dos bares de classic rock em São Paulo.
- Preço: não lembro! Acho que eram 12 reais pra entrar. Ao contrário do Dimitri e do The Wall, no Café Piu Piu não tem chopp de graça até uma da manhã, uma pena...
- Frequentadores: a maioria vai pra lá só pra ver o show e curtir com os amigos mesmo, nada de paqueras descaradas. Os típicos ouvintes da Kiss FM (o que é bom).
- Música: também típica da Kiss FM, o bom e velho rock and roll, tanto na discotecagem como no setlist da banda.
- Ambiente: achei o melhor entre os concorrentes ali da 13 de maio. É bonito e alto, bem alto (é, já deu pra perceber que eu amo lugares com teto alto). O mais legal é que tem um garçom só pra você! Você chega, se cadastra e o garçom te acha onde você estiver, pra anotar o pedido e trazer a bebida! Assim você não precisar ir para o bar toda hora ficar balançando a comanda e gritando para o barman: me dá umaaa cervejaaaaaaa!
- Guy´s talk: muuuito sossegado! Dá até pra fazer amizades, dificilmente um cara vai chegar em você com aquele papinho: e aí gatinha, posso conversar com você?
- Ou seja: bom pra curtir um show e tomar uma das melhores caipirinhas que já provei.

X-caret
- Localização: Vila Madalena de novo.
- Preço: carinho, mas não paguei nada pra entrar porque fui no mês do meu aniversário e entrei VIP!
- Frequentadores: fãs e curiosos (eu) de música latina. Um povo bem variado também. Tem gente que vai só pra comer tacos (deliciosos) e tomar tequila nas mesas do fundo, e tem gente que vai pra arrasar na pista mostrando todos os passos que aprendeu na aula de zouk.
- Música: não sei classificar música latina. Mas acho que é reggaeton, mambo, salsa, merengue e afins. O mais legal é que a música é ao vivo (banda ótima) e tem aula de dança antes do show começar!
- Ambiente: Normal...é um ambiente só e fica bem cheio, pra pegar uma mesa só reservando e chegando cedo. Achei o banheiro muito feio e sem graça (comentário totalmente desnecessário).
- Guy´s talk: aaaah os caras de lá são fofos! Eles te chamam pra dançar e quando a música acaba beijam sua mão, bem à moda antiga.
- Ou seja: pra sair do lugar comum e dar risada. A típica balada alto astral, o dj tem um microfone e toda hora solta seu bordão: homens: atitude, mulheres: sensualidade!

Fidalga 33
- Localização: Vila Madalena de novo e de novo.
- Preço: beleza...mulher é VIP até as 23:00hr!
- Frequentadores: muito variado...tão variado que eu nem sei definir direito. Deixa eu tentar: grupos grandes de amigos que saem sem grandes pretensões...acho que é isso.
- Música: dificil definir também...começou com techno, depois banda de rock acústica, depois black music, depois banda de rock não acústica, depois techno de novo.
- Ambiente: Achei aconchegante. A maior atração é o barman, um tiozão que é um verdadeiro malabarista. Ele até me fez a mesma saudação que a gente faz no Tai Chi Chuan quando me entregou a bebida.
- Guy´s talk: também difícil definir. Os caras chegam conversando, o que pode ser bom pra fazer amizade, mesmo se for one night (stand) friendship!
- Ou seja: bom para quando você está sem grana (meu caso). Mas tem que ir com uma turma bem grande pra ficar mais animado. Minha comanda no fim da noite totalizou 11 reais!

St. John´s Irish Pub
- Localização: Tatuapé. Meio longinho mas o GPS nos salvou!
- Preço: R$ 10,00 pra entrar, R$ 8,00 se você conhecer alguém da banda.
- Frequentadores: também variado. Desde casais até grupos de amigos. O som é rock, mas o público não é necessariamente roqueiro. De pessoas que vão bater papo no andar de cima a pessoas que querem curtir um show no andar de baixo. Os garçons são muito gente fina!
- Música: rock and rooooooll! Clássico e anos 80. Como o lugar é quase que um sobrado, fica meio difícil conversar quando a banda está tocando em um volume altíssimo. A varanda é protegida com porta anti ruído, mas é quase impossível conseguir um lugar lá.
- Ambiente: típico pub, com luz baixa e muita fumaça de cigarro. Tem mesa de bilhar e pebolim. As portas dos dois banheiros estavam quebradas, então uma amiga sempre tem que te acompanhar para segurá-las.
- Guy´s talk: também o tipo de se fazer amizade, bem sossegados. Um cara até chegou e nos propôs um brinde à amizade e ao amor, bonito né?
- Ou seja: bom pra sentar no balcão e pedir uma jarra do delicioso chopp Heineken pra beber enquanto bate papo. Se der sorte, algum galanteador pode até te dar uma ficha do bilhar.

Bom, melhor parar por aqui antes que o post fique gigantesco! Daqui há alguns meses quem sabe preparo a parte II, ou quem sabe a Folha de São Paulo não me contrata pra ser crítica de balada?

OBS.: Sinto falta do Madame Satã...


quarta-feira, 15 de julho de 2009

Música nossa de cada dia


Boa tarde!

Meu primeiro emprego foi na Renner do Center Norte como "promotora" (leia-se pessoa que fica oferecendo cartão da loja para os clientes). Fiquei lá por exatamente uma semana até pedir demissão (preciso explicar o porquê?). Nessa uma semana, o pessoal que entrou junto comigo sonhava em ser promovido a caixa ou supervisor. Eu não, eu sonhava em ser a responsável pela trilha sonora da loja! Na verdade, nem sei se existe esse cargo, provavelmente é uma única rádio para todas as unidades ou um cd com músicas "descoladas" que combinam com o público da loja. Mas com certeza ser dj de loja seria muito mais divertido que perguntar 10000 vezes por dia: o senhor já tem o cartão Renner?

Só sei que as Lojas Americanas tem rádio própria, e é horrível! Eu frequento bastante a loja e juro que nunca ouvi uma música legal! Quando eles lançaram o cartão Americanas Taií, o jingle era tocado incessantemente: Americanas taií, tá aí pra te ajudar (repeat 60000x). A música fica na sua cabeça por horas e horas depois que você sai da loja. Funciona de algum modo, eu não fiz o cartão mas pensei nele por um bom tempo! É a mesma coisa quando é lançamento de algum cd do Padre Marcelo Rossi, Padre Antonio Maria ou Ivete Sangalo. Mas o pior são as datas comemorativas: Natal, Páscoa, dia das Crianças...chego a ter dó de quem trabalha lá e tem que ouvir Xuxa o dia inteiro no 12 de Outubro! Um dia fui obrigada a sair da loja correndo porque não estava mais aguentando uma música que parecia não ter fim, cujo refrão era: ai ai ai mata o papai, ai ai ai mata o papai mainhaaaaaaaaa!

O mercado aqui perto de casa é assumidamente católico: tem uma pintura gigantesca da Santa Ceia na parede e todo dia quando bate 12:00 e 18:00hr toca religiosamente: abençoa senhor as famílias amém, abençoa senhor, a minha tambééééém!
Eu até acho a música bonitinha, mas conheço pessoas que evitam o mercado nesses horários! E é mais uma música que fica por horas e horas na minha cabeça.

E por falar em música na cabeça, se existisse um aparelho que conseguisse ler meus pensamentos, mostraria que em 90% do tempo estou cantando mentalmente! Já acordo com uma música na cabeça, que puxa outra, que puxa mais uma e por aí vai. Hoje mesmo acordei com Land of Confusion do Genesis, que puxou Steam do Peter Gabriel, que puxou Solsburry Hill do mesmo cantor, que puxou Blackbird dos Beatles, que puxou....

Não que eu seja uma enciclopédia da música como o Fábio Massari (lembram dele?), estou muuuito longe disso, muito mesmo! Mas me acho o máximo quando reconheço a música que toca em alguma vinheta do jornal, ou em algum comercial da tv. Teve uma época na MTV que sempre tocava alguma música da trilha sonora do Quem quer ser um milionário em quase todas as matérias. E eu só ficava lá pensando "essa é a música tal e essa é a música tal". E falando em trilha sonora, o programa que tem a melhor de todas é o CQC! Quando assisto também fico brincando de "Qual é a música?". É Metallica, AC/DC, Led Zepellin, Billy Idol...

E tem também a nossa sempre companheira música ambiente, que além dos cd´s de sons da floresta e da chuva, conta com a Alpha FM, sintonizada geralmente em botequinhos, salas de espera e cabeleireiros. Eu gosto bastante! Sempre toca aquela musiquinha neutra, que dificilmente vai incomodar alguém. Apesar de que meu irmão trabalhava em uma empresa que tocava Alpha o dia inteiro, e ele não aguentava mais ouvir Save a Prayer do Duran Duran! Realmente essa deve ser a música mais tocada da rádio! Naquelas festinhas e reuniões é obrigatório ter música, porque quando acaba o assunto e fica aquele silêncio, tem que ter aquele sonzinho de fundo para diminuir o constrangimento. Pelo menos você pode comentar: "olha que música ótima!", ou "essa música me lembra aquela vez que..." e daí começar um novo assunto! Aqui em casa não pode faltar as coletâneas dos anos 80 e 70, tem sempre alguma música que traz história pra contar!

E aquele malão que fica em frente da sua casa ouvindo música (geralmente ruim) no último volume no carro? Ou a vizinha que liga o rádio em um volume ensurdecedor enquanto lava a roupa ou faz faxina na casa? O mais legal é que não basta ouvir a música altíssima, tem que cantar junto! Eu conheci a Maciota Light da Banda Dejavu (um Calypso piorado) em uma tarde de sábado fria e chuvosa enquanto tentava dormir (eu tinha acordado seis horas da manhã, coisa que não faço há muito tempo). Um cara parou o carro em frente de casa e achou uma ótima idéia ouvir a música bem alta no repeat enquanto batia papo com os amigos na rua. Não sei nem como ele conseguia conversar com alguém com a Maciota tocando tão alto, devia estar gritando! Mas tudo bem, o que é ficar rouco de tanto gritar quando o importante é surpreender a vizinhança com seu ótimo gosto musical? O pior é que eu nem podia ligar para o PSIU porque ainda era 19hr da noite.

Ah não sei como terminar esse post, então aí vai a música que tá na minha cabeça desde que comecei a escrever: ai ai ai mata o papai, ai ai ai mata o papai mainhaaaaaaaaa!

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Tipo simples de mulher

Oi!

Post filosófico hoje

Minha banda favorita é o Depeche Mode. Amo do fundo do coração o Paul McCartney, The Who, Gorillaz, Massive Attack e Jamiroquai (é, eu sou eclética). Mas a letra de música que acho a mais linda desse mundo não é de nenhuma de minhas bandas favoritas, pelo contrário, é de uma banda que eu mal conheço: Simple Man do Lynyrd Skynyrd.

A letra descreve com perfeição toda a minha "filosofia de vida". Aí vai ela, com tradução do bom e velho Vagalume:

Mama told me, when I was young
Mamãe me disse quando eu era jovem
Come sit beside me, my only son
Sente do meu lado, meu único filho
And listen closely, to what I say.
E ouça com atenção o que eu vou dizer
And if you do this
E se você fizer isso
It will help you some sunny day.
Vai te ajudar em algum dia ensolarado

Ohh take your time... Don't live too fast,
Aproveite seu tempo... Não viva com tanta pressa
Troubles will come, and they will pass.

Problemas virão e eles irão embora

Go find a woman and you'll find love,
Vai achar uma mulher e você vai achar amor
And don't forget son,
E não esqueça filho
There is someone up above.
Há alguém lá em cima

And be a simple kind of man.

E seja um tipo simples de homem

Be something you love and understand.

Seja algo que você ame e entenda

Baby be a simple kind of man.

Seja um tipo simples de homem

Won't you do this for me son,
Não pode fazer isso pra mim filho
If you can?
Se você pode?

Forget your lust for the rich man's gold
Esqueça sua luxúria pelo ouro de um homem rico

All that you need is in your soul,

Tudo que você precisa está em sua alma

And you can do this if you try.

E você pode fazer isso se tentar

All that I want for you my son,
Tudo que eu quero pra você meu filho,
Is to be satisfied.
É que seja satisfeito
Boy, don't you worry... you'll find yourself.

Garoto, não se preocupe... você se achará

Follow you heart and nothing else.

Siga seu coração e nada mais

And you can do this if you try.

E você pode fazer isso se tentar

All I want for you my son,

Tudo que eu quero pra você meu filho

Is to be satisfied.

É que seja satisfeito


Linda né? Quando eu tiver um filho vou falar isso pra ele todo dia! Mas na maioria das vezes eu me sinto como a filha do vocalista do Lynyrd Skynyrd ouvindo atentamente essas sábias palavras!

Acredito muito no jeito "simples" de viver. O budismo prega o "contentamento": ser feliz com o que tem. Mas ensina também que temos que acreditar no nosso potencial e lutar pela nossa felicidade, mesmo que essa felicidade dependa de algo material. Ou seja, contentamento não é o mesmo que estagnação.

Conheço pessoas que acham que crescer na vida é virar um empresário rico que trabalha 12hrs por dia sem fins de semana. Pra mim crescer na vida é crescer como pessoa. Será que o lixeiro que passa dando uma risada alta aqui na rua tem mais paz de espírito do que o dono de empresa que grita com todo mundo no telefone e joga o mouse pela janela? Talvez o lixeiro seja feliz e contente com a vida que tem, enquanto o empresário quer sempre mais e mais e mais.

Admiro a pessoa que lutou pra conseguir o seu trabalho dos sonhos, mas também admiro o cara simples que acorda cedo, passa por poucas e boas no trabalho, pega ônibus lotado, tem problemas financeiros, luta para melhorar as coisas, mas no final do dia consegue agradecer a Deus por tudo o que tem.

Muitas vezes me pego pensando em como a vida é simples. Realmente problemas vem e vão, por isso não vale a pena nos desesperar. Sempre achei clichê a frase "siga seu coração", mas agora sei que dar mais atenção à nós mesmos do que ao que a sociedade nos exige faz muita diferença. Pra que viver com pressa? Não sei se vou morrer daqui há um minuto ou daqui há 100 anos, por isso prefiro aproveitar "a viagem" do que viver pensando no "destino final". Sei que às vezes é melhor ficar em casa conversando com meus pais do que ir para a balada mais famosa da cidade. Ah, e sim, acredito em Deus!

FALEI QUE O POST DE HOJE ERA FILOSÓFICO HEIN?!

E seja você também um simple kind of person!

domingo, 5 de julho de 2009

Diversão em tempos de crise


Boa Noite!

Meu dinheiro acabou antes do mês. Na verdade, um fim de semana antes. E como se divertir com 17 reais na conta bancária e 2 reais na carteira?


Baseado em minha própria experiência, aí vão dicas para evitar fins de semana de tédio total por falta de grana:


1- Centros Culturais:
Em São Paulo temos milhões de Centros Culturais: CCSP, CCBB, CCI, CCJ...procure tudo que começa com CC (nenhuma referência ao odor desagradável embaixo do braço). Aqui perto de casa tem o CCJ - Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Sexta eu e minha amiga Valzinha vimos um show muito bom do Thundervolts, banda do Thunderbird (lembra? um dos primeiros vj´s da MTV?). O próprio Thunder comentou: "vocês não pagaram nada pra vir aqui? Sabia que tem gente que paga 15 reais pra ver nosso show na Augusta? Mas vocês são muito mais legais que eles!" Conclusão: Vi um show ótimo sem gastar um real! Nem condução precisei pagar porque o CCJ é 15 minutos de casa!

2- Pratique seus dotes culinários:
Acordei sábado e sonolenta liguei a TV no programa Anonymus Gourmet em um canal estranho (o certo é anonymous, mas o nome do programa é errado assim mesmo). Achei simpático o apresentador com seus cabelos brancos e gravata borboleta vermelha e acabei acompanhando até o fim a receita do Macarrão da China Pobre: macarrão com molho de linguiça e laranja! Levantei da cama e como tinha todos os ingredientes em casa (por isso é da China POBRE), resolvi presentear minha família com essa receita deliciosa! Não sei se foi só pra me agradar, mas todo mundo comeu dois pratos! Conclusão: cozinhar (aos fins de semana, que fique bem claro) é uma ótima distração e não precisei comprar nada porque já tinha em casa todos os ingredientes da receita!

3 - Divirta-se conscientemente:
Ligue para sua amiga influente que consegue VIP para aquela balada legal, mas cuidado para não deixar pistas de que a amizade é só por interesse, puxe assunto antes, tipo: "e aí como você está? e as novidades?" Ouça tudo atentamente respondendo super interessada: "ah não?", "sério?", "poxa que ótimo!" e só depois: "e então, vai fazer o que hoje? Vamos naquela balada que você consegue entrar de graça?" Já na balada, resista aos drinks exóticos e às caipirinhas, fique no máximo só na cervejona. Ou se você não estiver no pique de balada, coma bastante sobra do Macarrão da China Pobre e vá para algum boteco perto de casa. Como você já estará com a barriga cheia, poderá dispensar os aperitivos e ficar só na cerveja, de preferência Krill ou Guitt´s. Conclusão: o importante é sair pra bater papo e dar risada, como dizem os caretas de plantão: não precisamos chapar para nos divertir!

4 - Lave sua caranga: Já que vamos no botecão, pelo menos que seja com um carro limpinho né. O sábado amanheceu ensolarado, então agora é a hora: pegue seu micro system (nossa que palavra velha), ligue na Kiss FM ou qualquer outra coisa que não seja funk ou Michael Jackson (eu amo Michael mas agora que todo mundo está ouvindo no volume máximo em seus carros perdeu a graça) e dê aquele trato no carro! Não esqueça do pretinho no pneu e do aromatizante no interior (passei até graxa de sapato nas maçanetas). Enquanto isso aproveite a oportunidade de estar totalmente exposta na calçada em frente de casa e cumprimente todo o povo que passa pela rua com sacolinhas do mercado, empinam pipa e andam fazendo aquele barulho insuportável com a mobilete pra lá e pra cá...a típica tarde de sábado. Conclusão: Ouvir música boa, fazer uma social e ver seu investimento brilhando à luz do sol!

5 - Visite um amigo: Principalmente se for uma tarde de domingo ensolarada e você tiver que passar no meio do Horto Florestal pelo caminho. Coma um bolinho, tome um chá, veja fotos da família e questione sobre toda a decoração da casa! Conclusão: passar um tempo com bons e velhos amigos é ótimo e de graça!

6- Evite Gugu e Faustão: Pra mim esses dois são sinônimo de tédio! Enquanto almoçava no domingo assisti na TV Escola (pois é, TV Escola) um documentário interessantíssimo sobre stress na cidade grande e vi que não sou tão hippie bicho grilo por defender a idéia de fazer uma coisa de cada vez e com caaaalmaaaa. Conclusão: assistir programas que não tem cara de "domingo chato e sem nada pra fazer" não deixa o dia "chato e sem nada pra fazer".

7- Nota Fiscal Paulista:
Exija sempre a sua! E em um momento de pobreza, recorra aos trocados que você gerou repetindo seu CPF diversas vezes para aquela menina do caixa que nunca digita certo o número. Conclusão: um suspiro de alívio quando você mais precisa sem gastar nada.

PS:
eu ia recomendar assistir o filme do Benjamin Button, mas devo ser a única pessoa na galáxia que não curtiu esse filme.


Have Fun!