sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Lights out!


Ok, ok, todo mundo já está de saco cheio do tal apagão, inclusive eu!

Mas me apaixonei quando vi essa foto da Av. Paulista "apagada" no site da UOL!

Não é linda?

Então graças a inspiração dessa foto, o post vai mesmo ser sobre o apagão tá?

Quantos seriados e desenhos animados não tem um episódio em que as pessoas acabam se unindo, batendo aquele papo super produtivo e inventando brincadeirinhas pra passar o tempo quando acaba a energia? E no final tem sempre a lição de moral sobre como nos afastamos por ficar presos a televisão, videogame e computador.

Claro que o apagão trouxe inúmeros transtornos para a cidade: pessoas que foram assaltadas, demoraram horas pra chegar em casa, tiveram seus aparelhos eletrônicos queimados, doentes em hospitais sem geradores e tudo mais que foi mostrado nos telejornais...

Porém no meu caso o apagão não foi uma chance pra me aproximar das pessoas e tudo mais, mas sim uma oportunidade de mudar a boa e velha rotina.

Não estava em casa no momento do acontecido e voltei dirigindo morrendo de medo daquele breu...mas quando cheguei sã e salva, passei o resto da noite sentada no chão do quintal com o meu irmão, somente observando aquela noite "inusitada".


O céu nublado azul acizentado iluminado apenas pelo gerador poderosíssimo do supermercado no fim da rua, o silêncio, os flashes vindo do povo dos prédios de frente tirando fotos da nova paisagem, o som dos grilos, as luzes dos aviões por trás das nuvens, a batida de funk beeem ao longe saindo dos carros dos corajosos que insistiam em passear pelas ruas, o barulho de passos apressados...

Me fez perguntar: preciso esperar outro apagão pra fazer essa pausa?

No final a moral da história é a mesma dos episódios sobre falta de energia dos seriados e desenhos animados!

2 comentários:

  1. Pois é... se for pensar dessa maneira, foi até legal esse apagão mas em parte. Uma parte seria pela rotina noturna (jornal-novela-jornal, nada contra) que foi quebrada e a outra seria pelo efeito colateral que causou nos hospitais, pessoas sendo assaltadas e outras atrocidades que o humano é capaz de fazer quando tem uma oportunidade dessa.
    Também me fez (quase) esquecer o caso Uniban :)

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  2. A questão mesmo não foi só a quebra da rotina, mas um grito silencioso para se pensar o quanto corremos para algo tão tecnológico...claro que a modernidade/capitalismo trouxe muito conforto, álias sem a bendita da energia eu não estaria aqui comentando, mas...se não existisse - detalhe que essa brisa eu tive no dia do apagão, em que estava à luz de vela, em cima de uma latinha de molho de tomate: o quanto a TV, computador e tecnologia, como celular, etc..., afasta a própria família, tem mãe que mal tem tempo de ver a filha, se não uma está no computador outra adiantando a chapinha...e dá tempo de conversar?! Antigamente, sem luz (e tbm sem violência) as pessoas puxavam uma cadeira para a calçada e ficavam conversando...iam dormir mais cedo...ou seja, dormiam mais..blah!
    O meu aprendizado no dia apagão foi que o conceito família acaba perdendo um pouco do seu significado diante de tanta tecnologia, quando na verdade deveria unir, e talvez seja a resposta de tanta violência, de filho que mata pai e vice-versa (ok, parece meio louco, mas se pensarmos mais a fundo, a falta de diálogo dá abertura para esse tipo de prática...!).

    Não foi um estagiário que cagou em tudo? kkkk

    Val - a estagiária (por enquanto)

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