
Quem lembra dessa vinheta da MTV?
Que coisa mais culta não? Que atitude mais intelectual, cool, radical e rebelde! Desligue a TV, símbolo de futilidade e ignorância, e vá ler um livro, algo que acrescente conhecimento à sua vida (mesmo se for o Doce Veneno do Escorpião da Bruna Surfistinha?).
Achava legal sim esse negócio de desligar a TV, mas será que ela realmente não nos traz nada de bom? E os documentários da Discovery? E o Programa do Jô? Os reality shows do People and Arts? Os programas da Cultura e do canal Futura? E os filmes iranianos do Telecine Cult?
Ok, concordo que independente da programação, TV demais faz mal a saúde: sedentarismo, alienação, falta de concentração e até dependência.
Sim, existem atividades mais construtivas, como ler o tal do livro...ou dar um passeio por aí, bater papo com um amigo, aprender algo novo e legal, xeretar a vida dos outros no Orkut (não, isso não).
Mas acho que a questão é: assim como tudo na vida, o excesso é prejudicial. Sábio budismo que nos ensina a seguir o caminho do meio, sem extremos. Tem gente que passa o dia todo em frente à TV, e realmente não tem como isso ser bom, pois elas acabam perdendo muita coisa que acontece fora da tela. Mas tem pessoas como eu que não veêm nenhum mal em passar uma ou duas horinhas assistindo TV no fim do dia, afinal não é sempre que tenho grana e disposição pra fazer algo diferente.
Acho engraçado as pessoas que acham bonito falar que não assistem TV, é quase uma coisa de status. Eu sou muito ocupado, não tenho tempo pra TV... ou Ah, no meu tempo livre eu gosto de ler um livro. Quem chega em casa cansado depois de trabalhar e estudar o dia todo e ainda tem condição mental de ler um livro? Funciona melhor pra mim dar risada com as bizarrices do Superpop!
Claro que assistir programas sensacionalistas tipo Datena são prejudiciais, afinal o que vai te trazer de bom saber de todas as desgraças que acontecem por aí? Lá em casa faz tempo que não vemos nem o Jornal Nacional, porque tem horas que é chato jantar ouvindo lamentações a cada notícia: mas esse Brasil não jeito mesmo...ninguém faz nada pra mudar isso...só tem político safado nesse país...a gente paga tanto imposto pra nada. Desanimador e causa indigestão.
Além de evitar o excesso, acho que o importante sobre assistir TV é também não se influenciar demais, como se a TV fosse Deus e tivesse razão em tudo, ditasse regras, modas, como se vestir, se comportar...do tipo: é legal usar um casaco verde e roxo com bolinhas vermelhas porque a mocinha da Malhação também usa.
Não, não me deixo influenciar pelos milhares de pastores que transmitem seus cultos. Não, não acredito em uma palavra da Márcia Goldschmidt e sua máquina da verdade. Não, eu não acredito no padre que procura uma namorada no Superpop (apesar de ser engraçado). Não, eu não acho que devo assumir meu black power e usar meu cabelo esvoaçante como o da Taís Araújo na novela.
Pois é, novelas...campeãs no quesito influência. Confesso que também fui influenciada pela Caminho das Índias: achava tão legal falar Are Baba, Are Baguandi, Tik, Baguan Keliê (minha favorita)...agora que acabou a novela não tem mais graça. Mas a coisa complica quando passam a não distinguir mais realidade de ficção. Quantas vezes não ouvi atores que interpretam vilões dizer que são xingados na rua?
Eu vejo TV pra me divertir, e só isso. Muitas vezes é difícil achar algo que me divirta, mas já tenho meus programas favoritos para cada dia da semana (detalhe que não tenho TV a cabo):
Segunda é dia de CQC, mas só até o Top Five...depois disso não consigo mais assistir porque fica muito tarde. Gosto do CQC porque é um formato novo de humor aqui no Brasil. Não tem mulher pelada, piadas vulgares e estúpidas tipo Zorra Total...é um estilo mais político, inteligente e tem os repórteres mais espertinhos na arte de deixar as pessoas constrangidas.
Na terça a-do-ro o Esquadrão da Moda no SBT. Aprendo várias dicas de beleza e moda (por exemplo: usar sapato cor de pele com o peito do pé livre alonga o corpo)! E o Arlindo Grund é muito fofo, o tipo de cara que seria meu melhor amigo gay! Sem contar os tipos estranhos e bregas que aparecem por lá, achando que estão arrasando! Casseta e Planeta e Toma Lá Dá Cá sem comentários...assisti uma vez e não esbocei um sorriso sequer...juro que não estava na TPM.
As quartas feiras ganharam um novo sentido! Antes chegava em casa 21:30 e passava o resto da noite ouvindo os gritos da minha mãe e do meu irmão assistindo jogo de futebol. Agora o Sílvio Santos teve a brilhante idéia de colocar o novo programa do meu ídolo Roberto Justus, Cem contra Um, às quartas feiras, 22:30hr! Virou meu dia favorito da semana! O programa não é nada demais, mas vale a pena pra aprender algumas coisinhas e pela performance do Justus, claro! É tão legal quando ele humilha as pessoas mostrando sua inteligência e superioridade: então você não sabia do caso Watergate? Você...uma jornalista formada? Não sabia? Você, jornalista? Nunca ouviu falar do Watergate? Claro que ele era muuuito melhor no Aprendiz né? Mas é o Justus, o importante é ver ele colocar as pessoas lá pra baixo do modo mais blasé possível. Pena que ele quer mudar o dia do programa pra quinta...disse que até ele prefere assistir futebol do que vê-lo na TV na quarta. Mas eu não Justus, eu não! Não quero minhas noites de quarta vazias novamente...
Quinta! Depois do Tai Chi e da janta, é hora da Grande Família! O que é o Agostinho Carrara? O que são as roupas dele? E ele indignado fazendo discurso? O programa todo valeria a pena só pelo Agostinho! O legal da Grande Família é que tudo é muito típico e tradicional dos brasileiros, quase como uma versão nacional dos Simpsons: o genro folgado, o funcionário público certinho, a dona de casa dedicada, o filho preguiçoso desempregado, a bonitona solteirona. No cenário também: já apareceu uma travessa em formato de abóbora igual a que gente tinha aqui em casa!
Sexta...já fica meio complicado, mas tem a reprise do Pânico. Gosto muito da Marilia Gabi Gabrierpes e do Amaury Dumbo. Mas o melhor mesmo é arranjar alguma coisa pra fazer fora de casa.
Sábado tento me livrar da TV, mas quando não tem jeito, gosto da Supernanny (por um momento me faz perder a vontade de ter filhos algum dia) e do quadro Vai dar Namoro do programa do Rodrigo Faro. O legal é dar risada dos tipos bizarros e bregas que vão lá. Sério, nunca vi ninguém bem vestido naquele programa...as calças são todas cheias de rasgos e com o maior número de bolsos e acessórios possíveis, e os cabelos são sempre arrepiados de "gel cola". É combinado? Provável que sim, mas mesmo assim é engraçado ué!
E no domingo...mesmo com todo remanejamento de Gugu pra um lado, Eliana pra outro, Celso Portiolli aqui, Anna Hickman ali...nada melhor que o bom e velho programa Sílvio Santos e ponto final.
Então...acho que a qualidade da TV tem melhorado, apesar das mulheres frutas, da Fazenda e seus closes estratégicos nas participantes tomando sol de biquini, do Datena, do Geraldo Luís e das Pegadinhas Picantes do SBT (todo dia às 22hrs pra quem quiser arriscar), hoje vejo menos apelação e qualidade do que na época do Sushi Erótico no Faustão. Escolha com consciência, use com moderação e divirta-se! Ou então, leia um livro...

Vixiii, Aline, eu ainda não gosto muito das programações da TV aberta!
ResponderExcluirClaro, que assisto mas...
O Domingo para mim ainda é muito triste se eu tenho que ficar assistindo algum dos programas, que estão passando! rs
eu concordo com vc.
ResponderExcluireu vivo na discovery. se um dia eu me perder no mato, eu vou sobreviver ! hahaha
(mas eu chego cansado e leio um livro! e geralmenet compulsivamente. já perdi o ponto pra descer na facu por tar lendo muito hahaha A vantagem de um livro é que dura mais que um filme legal, apesar den ao ter explosão e mulher bonita como holiwood)
Nossa Li, televisão é um mal necessário, imagine sua vida sem está opção, seria praticamente um vazio... fico imaginando como seria meu domingo sem as video cassetadas do Faustão ou o roda a roda Jequiti, nem posso imaginar, o loko bicho!!!
ResponderExcluirrsrsrs mas é isso aí tudo com moderação!!
Amo o SpTv e o Chico Pinheiro desencanado apresentando, até deixo ligada a Tv no Globo esporte para o meu momento de almoço (quando como aqui em casa) não ficar tão solitário, a tv tbm faz cia, faz rir, faz se sentir revoltado pelas besteiras...se render um pouco ao Superpop não faz mal a ninguém, afinal de contas te deixa com a autoestima lá em cima ver os merchandisings lidos na caruda!
ResponderExcluirMas sem os seriados eu não seria influenciada pelo que me formarei em breve, sem o ER (conhecido como Plantão Médico) na minha adolescência eu não saberia o que ser quando crescer, sem o Gilmore Girls eu não seria uma moça romântica, sem o The Oc eu não me deslumbraria com as belezas da Califórnia!
Tudo é bom, no entanto que consumido com parcimônia :)
p.s: Ahh Dr. Hollywood tbm é divertido, argh, mentira de todas as cirurgias que já vi, das mais complexas ainda assim cirurgia plástica me dá arrepios!
Beijos!