Dia desses fui na Autobahn, balada ótima para dançar despretensiosamente a noite toda!Isso porque lá só toca hits dos anos 80 e eu estou velha o bastante para não ter paciência para qualquer festinha que toque Mr. Brightside do The Killers.
Mas não quero falar da qualidade do set list do dj e sim de algo que só vejo lá na Autobahn (no Madame Satã também, mas infelizmente ele não está mais entre nós): pessoas dançando sozinhas!
Achei isso o máximo! Pessoas que saem de casa não para encher a cara, pegar o maior número possível de mulheres ou causar todas com os amigos, mas sim para se divertir dançando ao som de suas músicas favoritas. Precisa de mais?
Pessoas que não deixam de fazer o que tem vontade por não ter companhia!
E algo assim só é possível em baladas comprometidas com essa "causa". Não imagino alguém sozinho em uma "balada tipo Vila Olímpia", onde as aparências e poses contam mais do que a diversão em si.
Na Autobahn não preciso me preocupar se o cabelo está fora do lugar, se o desodorante está vencido, se a dança é ridícula, se o nariz está brilhando ou se estou vestindo as roupas da última moda, porque é o tipo de lugar onde as pessoas vão com um único propósito: to have fun!
E eu me achando o máximo e super independente por vez ou outra ir sem companhia no cinema...
Porém teve uma vez fui sozinha em uma apresentação de músicos japoneses que tocavam shamisen, instrumento pelo qual me apaixonei depois que li Memórias de uma Gueixa. Até convidei algumas pessoas para irem comigo, mas, compreensivamente, ninguém aceitou meu convite. Nem por isso deixei de ver o show, o que valeu muito a pena!
Adoro pessoas auto suficientes, que fazem o que der na telha sem precisar da aprovação, opinião ou companhia de ninguém.
Eu tento ser assim, acho importantíssimo nos sentir confortáveis com nossas preferências e escolhas.
Se eu fosse sempre pela cabeça dos outros seria hoje uma pessoa totalmente diferente: por minha mãe me vestiria sempre como um mulherão com salto alto, maquiagem pesada e joias douradas, e seria ainda uma cozinheira exemplar. Pelo meu pai seria uma princesinha filhinha de papai super dependente da família. Pelo meu irmão eu nunca teria cortado o cabelo curto...
Adoro pessoas auto suficientes, que fazem o que der na telha sem precisar da aprovação, opinião ou companhia de ninguém.
Eu tento ser assim, acho importantíssimo nos sentir confortáveis com nossas preferências e escolhas.
Se eu fosse sempre pela cabeça dos outros seria hoje uma pessoa totalmente diferente: por minha mãe me vestiria sempre como um mulherão com salto alto, maquiagem pesada e joias douradas, e seria ainda uma cozinheira exemplar. Pelo meu pai seria uma princesinha filhinha de papai super dependente da família. Pelo meu irmão eu nunca teria cortado o cabelo curto...
Mas fora da questão do comportamento, tem muita coisa que gosto de fazer sozinha: ficar no meu quarto vendo tv e pintando a unha. Fazer compras, sempre sozinha. Dirigir. Visitar uma exposição. Cozinhar. Trabalhar (se senta alguém do meu lado pra ver o que estou fazendo começo a errar tudo).
Mas ainda não criei coragem de me esbaldar sozinha na pista de dança. Seria legal...quem sabe depois de algumas doses a mais?





