segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Minhas Melissinhas

130 reais? CEN-TO E TRIN-TA RE-AIS??? Você tem coragem de pagar R$ 130,00 por um sapato de plástico? De PLÁS-TI-CO????

Minha sempre fala isso quando eu compro ou namoro uma Melissa...


Eu já fui fanática por Melissas, mas depois que surgiram as fakes por 1/10 do preço, dei uma desanimada. Afinal corro o risco de pagar caríssimo por uma original e depois de dias achar modelos idênticos nas lojinhas do metrô por 10 reais.


De vez em quando eu entro na loja virtual da Melissa só para babar um pouco, mas penso 10 vezes antes de compar por alguns motivos:
- Muitos modelos detonam os pés
- Muitos modelos causam um chulé terrível
- A maioria são bem caras (pelo menos para minha pessoa)
- E como eu disse, a chance de encontrar uma igual por menos da metade do preço é grande. Minha coleção de Melissas é minúscula, minha cunhada por exemplo deve ter umas 20, mas aí vão elas:

1 - Scarfun High

Linda, linda, linda! Mas sabe quantas vezes usei? Duas! E com grande sofrimento.

Eu já tenho um problema com salto, e se o sapato tem bico fino e material duro, o problema fica maior ainda. Além de detonar meu calcanhar, espreme meus dedos!

Uma ex colega de trabalho usava sua Scarfun High preta todo santo dia, dizendo que era super confortável, que andava o dia inteiro com ela e blá blá blá. Então quando eu vi o dito cujo em promoção por 50 reais fui obrigada a comprar, mesmo sendo branca.

Mas realmente é impossível ficar em pé em cima de um troço desse. Eu ouvi dizer que as Melissas eram feitas de plásticão duro mesmo e depois de um tempo começaram a ser produzidas em silicone, bem mais macias. Ou seja, a da minha colega era de silicone e a minha de plasticão! Isso explica a promoção de 50 reais.

2- Aranha 79

Comprei totalmente por impulso pelo site, só porque estava super barata e eu queria uma Melissa, seja lá qual fosse.

Ela é bonitinha, mas deixa o meu pé meio pequeno demais, meio redondo demais, sei lá.

E também é difícil combinar, tipo...acho que ela não combina com calça comprida, só com saia, shorts, vestido, calça capri...e como é raríssimo eu usar uma dessas peças...a Aranha 79 fica lá no fundo da sapateira...

3- Desire

A única Melissa que minha mãe gosta, só porque tem salto, um saltinho que seja (minha mãe vive insistindo para que eu use salto, só porque eu tenho 1,62).

Eu acho ela bem bonita...simples e diferente, do jeito que eu gosto.

O problema é que depois de dar 2 passos já formam bolhas no calcanhar, se estiver calor então, o negócio fica feio.

Então, vocês podem achar meio tosco mas, quando uso a minha Desire passo óleo mineral ou condicionador no calcanhar para diminuir o atrito. Ajuda bastante, mas precisa de retoques de óleo de tempo em tempo hahahaha!

4- Glam

Uma de minhas favoritas, fazem uns 3 anos que uso direto (inclusive estou com ela nos pés agora mesmo). Já quase tem o formato do meu pé!

Não machuca nada, super molinha e dá um toquezinho mais chic a produção, graças ao bico fino.

Ela me dava um chulé desgraçado, porque é revestida com uma renda por dentro, mas descobri que uma boa, mas boa mesmo, dose de talco ajuda bastante a amenizar o "aroma".

5- Zen

Também entra na lista das favoritas. Quase um uniforme!

Confortável, fresquinha, revestida com tecido por dentro, e como é aberta, não dá chulé!

Só recomendo tirar o broche de lacinho quando for em balada, show, ônibus lotados e afins, porque ele sai fácil. Uma vez tomei um pisão de um cara mais empolgado em um show que jogou o lacinho longe para o meio da multidão.

6 - Adanna

Ganhei do meu irmão e da minha cunhada linda!

Eu a uso com uma calça de boca mais larguinha, porque essa Melissa me deixa com um pé enorme, talvez por ser muito aberta em cima. Ela também machuca bastante o calcanhar, por isso uso o mesmo truque do óleo/condicionador. Ah, e a camurça já deu uma falhadinha, mas tudo bem, eu uso mesmo assim!

7 - Sin

Uniforme 2! Usei todos os dias dessa onda de calor insuportável que fez em São Paulo tempo atrás.

Super confortável e resistente: porque uso ela direto, dou váááárias topadas no chão (coitado do meu dedão), ando quilômetros e ainda assim, é só dar uma lavadinha com bucha e sabão que ela fica novinha. Meu xodó!

Agora uma wishlist, sabe como é, o Natal está aí...quem quiser fazer da Aline uma pessoa mais feliz pode me presentear com uma dessas, tamanho 36/37 ok?

1 - Cute:
minha cunhada ganhou uma esse fim de semana e eu fiquei apaixonada de ver como ela é confortável, graciosa, delicada, linda, fofa...ai ai

2 - Ashia: meu objeto de desejo há meses, mas além do preço exorbitante, tenho a impressão que machuca demais o pé.

3 - Gold: me lembra o modelo Scarfun falsiê da Sandy que eu tinha e amava...tanto que usei até estourar!
E aí? Quem tem coragem de pagar 130 reais em um sapato de plástico?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O fantástico senhor raposo


Devido uma batalhada (gíria interna) de trabalho na editora e um curso de duas semanas no horário 19/23hrs, ando sem tempo para postar um texto digno aqui no blog.

Então a única coisa que tenho a dizer essa semana é:

ASSISTAM "O FANTÁSTICO SENHOR RAPOSO"!

Vi sexta passada e achei ótimo! Adorei a animação (stop motion) tosca, a lagriminha surgindo no canto do olho, o sobrinho perfeito que medita por horas, a dancinha coletiva, o jeito como eles cavam, a fumaça feita de bombril e a cara desse bicho da foto aí de cima!

Pela cara dele já dá pra perceber que não é uma animação muito voltada para crianças né? É meio assustador às vezes. Na verdade não tinha nenhuma criança no cinema, pelo contrário...

Pra quem ficou curioso:


Have fun!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Filtro

Hoje eu vou falar do Filter, banda que ressurgiu do além direto para a playlist do meu Grooveshark (para quem não sabe, Grooveshark é o melhor site para ouvir música online de graça que conheço).

Bom, conheci o Filter na época em que eu e meu irmão pediamos dinheiro de presente de Natal para ir na Saraiva do Center Norte comprar cd´s.

Na maioria das vezes nem sabia que cd comprar, mas os escolhia pela capa, por uma única música que tinha ouvido no programa do Maia e Tatola na Brasil 2000 (RIP), ou por um videoclip legal na MTV.

Nessas descobri bandas ótimas como Massive Attack, Placebo e...o Filter!

Eu só conhecia não sei de onde a música White Like That, mas como adorei a capa toda modernosa (já apresentava sinais da carreira que ia seguir), resolvi comprar o primeiro álbum deles: Short Bus.

Não é exagero dizer que ouvia esse álbum todo dia. Na época eu tinha uma guitarra, e fiquei toda orgulhosa quando aprendi a tocar todas as músicas do cd! Eram muito boas e facílimas de aprender.
A voz do Richard Patrick (sabia que ele é irmão do Exterminador do Futuro?) é reconhecível mesmo ele cantando bossa nova. O cara grita, mas grita muito absurdamente!

O som do Filter é bem pesadão, meio industrial, meio eletrônico. Só pra constar, o Richard era guitarrista do Nine Inch Nails...

Muito tempo se passou e essa semana acordei com vontade de ouvir Filter. Joguei no Grooveshark e para minha surpresa achei um álbum novo deles, o Anthems for the Damned (é, ele é meio pessimista mesmo). E para mais uma surpresa, o álbum é bom, muito bom!

É que depois do Short Bus, o Filter não lançou nenhum outro material legal: o Title of the Record e o The Amalgamut é aquele tipo de álbum que tem duas ou três músicas maravilhosas e o resto é descartável. Já o Anthems for the Damned consigo ouvir inteiro sem pular nenhuma faixa.

Mas eu gostei mesmo foi da música Lie After Lie...ouço no repeat por horas seguidas enquanto trabalho. Não sei porque gostei tanto dessa música...acho que é por causa da batida, do violãozinho, do baixo e da parte que ele fala A waste of time, a waste of life, a waste of youth, ooooh... a waste of minds, a waste of life, and where were you? Oooooh... Muito bom!

Aposto que se você ouvir a música não vai achar nada de especial e pensar: "credo Aline, ESSA é a música que você ouve o dia inteiro? Que sem graça!" Mas sei lá porque ela tem esse efeito sobre minha pessoa, talvez isso só seja explicado em uma terapia de vidas passadas...


Recomendo também:
O álbum todo - Short Bus
Welcome to the fold - Title of the Record
The Best Things - Title of the Record
I Will Lead You - Title of the Record
You Walk Away (muito boa) - The Amalgamut
Where do we go from here - The Amalgamut
So I Quit - The Amalgamut

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Everyone leaves in the end, everything dies in the end

E já se foram:

- Michael Jackson
- Patrick Swayze
- Herbert Richers
- Mara Manzan
- Pitta
- Lombardi
- Leila Lopes

Não sei porque mas estou sentindo que o Alexandre Frota será o próximo...

Claro que milhares de pessoas morrem todo dia, famosas ou não. É, vou falar dela...da morte!

A única pessoa próxima que morreu foi meu avô. Claro que chorei, fiquei triste, mas não foi nada muito exagerado.

É que desde que comecei a me interessar pelo budismo, passei a aceitar melhor a morte.

Não é o caso de virar um ser frio e insensível, mas sim ter consciência de que um dia eu vou morrer...quem sabe ainda hoje? E um dia meu pai também vai morrer, minha mãe, meu irmão, meus amigos...Essa idéia tira um pouco aquela revolta de: por que meu Deus, por queeeeeeeee? Ele responderia: - Porque todo mundo que vive morre um dia meu amado filho!

É a tal da impermanência. Tudo está em constante transformação, nada é absoluto. Então não tem porquê se preocupar, se agarrar, se apegar tanto em certas coisas e pessoas, se no final morremos sozinhos e tudo e todos vão embora.

Não é pessimismo e sim realismo
. Tem gente que evita falar na morte, fala Deus me livre quando o assunto vem à tona. Então quando a dona morte aparece o choque é muito maior.

Ter consciência da morte me faz pelo menos tentar aproveitar melhor cada minuto e ter uma boa relação com meus amigos e parentes...acho que a sensação de arrependimento ou consciência pesada em relação a alguém que se foi deve ser bem ruim.

É, algumas coisas são inevitáveis na vida: doença, velhice, sofrimento, tristeza, morte. Só o fato de aceitar isso já ajuda. Não que não devemos lutar pelo bem estar e pela felicidade, mas também não podemos ser bebês chorões.

Um ensinamento muito simples e óbvio do Dalai Lama para vocês...é mais ou menos assim: Se existe algo que possamos fazer sobre certa situação, tomamos as devidas providências e então não tem porque se preocupar. Se não existe nada que possamos fazer, então não adianta se preocupar.

Gosto da música desse artista bizarro (ele é bem feio mesmo) Mortiis. Eu não entendo nada da letra em geral, acho ela bem subjetiva, mas gosto do refrão: Everyone leaves in the end, everything dies in the end. It doesn´t matter how hard you hold on, everyone leaves in the end. (Todos se vão no fim, tudo morre no fim. Não importa com que força você segurar, todos se vão no final).

http://www.youtube.com/watch?v=QL57nZfsfBY

E pra terminar, a frase de uma música que eu odeio, de uma banda que odeio mais ainda:

É preciso amar as pessoas como se não houvessa amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há.

Eu odeio, mas é verdade! E a palavra amar é muito forte né? Eu diria que é preciso...respeitar, conviver, e às vezes até aturar as pessoas como se não houvesse amanhã...algo assim...menos poético!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nos braços de Morpheu


Cinco horas da manhã, calor infernal, chego em casa cansada e deito pra dormir:

- 5 minutos depois:
cai a chuva mais pesada e com o maior número de trovões por minuto dos últimos tempos, o que deixa o clima ainda mais abafado. Me esforço pra ignorar tudo e dormir.

- minutos depois da chuva:
três bêbados passam pela rua gritando: deixa a vida me levar, vida leva eeeeuuu! Não sei por quanto tempo, mas pareciam minutos intermináveis. Engraçado pensar que eu cheguei a pegar o celular pra discar 190...

- algumas horas depois:
o vizinho do lado resolve testar o motor da caranga, algo tipo um Corcel 77. Ele acelera, e acelera, e acelera. A impressão que dá é do carro estar debaixo da cama.

- um tempinho depois:
acordo sufocada com o calor mas com preguiça o suficiente para não levantar da cama e ligar o ventilador. Tento dormir assim mesmo...

- minutos depois:
a claridade toma conta do meu quarto:
- Porque fui comprar essa persiana vagabunda que mais parece um papel vegetal?
Jogo o lençol por cima dos olhos e tento dormir pela centésima vez.

- já pela manhã:
uma fila de carros passa buzinando na rua. -Casamento? Mas 10hrs da manhã? Desisto! Levanto e descubro que é uma passeata para Nossa Senhora comemorando o início da festa na igreja...Legal!

O jeito é tirar um cochilo a tarde! Maaaaas...:

- meu pai resolve testar o som do computador ouvindo Black Eyed Peas no talo:
I got a feeling, that tonight is gonna be a good night, that tonight´s gonna be a good good night!

Aí minha mãe grita:

- Aline, vem almoçar, depois você dorme!
- dsadjhjkhjhhjdjkaioauwui...hein?
- Quer cerveja?
- Melhor não, ou eu desmaio de sono em cima do prato de macarrão...

Com certa dificuldade em acertar o garfo na boca, termino o almoço e agora sim vou tirar o atraso e dormir a tarde toda! Porém...

- Aline, vou usar sua chapinha tá?
- zzzzzzzzzjhkjhgyhjzzzzzzzzzzzzz...tá tá mãe...usa o que quiser aí.
- Olha a blusa larga que eu tô usando, é pra disfarçar a barriga porque comi muito hoje hahahaha!
- huummmm....legal...!
- Vou na casa da vó tá? Não vou levar a blusa que você pediu na costureira porque hoje é domingo, e ela não trabalha de domingo. Mas a gente mesmo pode consertar agora...vamos consertar agora? Pega a tesoura lá!
- Ah agora não, é que eu quero dormir sabe?
- Tá bom então, tchau!

Mais tarde, sozinha em casa, o telefone toca:

- Oiiiiii amiiiigaaaaa!
- zzzzzzzzabnvdshgaadjkazzzzzzzz? Amigaaaaa, oi tudo bem?

Desligo o telefone e percebo que finalmente consegui dormir três horas seguidas! Bom, levando em conta o histórico do dia, é uma vitória e tanto!
Ainda aproveito as últimas horas do domingo assistindo o concurso Miss Simpatia do Sílvio Santos (gente, isso é muito engraçado) e depois passeando pela típica noite de calor com o boy.

Pra depois chegar em casa e voltar para o lugar onde passei a maior parte do meu dia: CAMA!