sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ÊmeÁiEi


No Tim Festival de 2005 eu vi o show da M.I.A. E claro, como roqueirinha revoltada que era na época não gostei. Achei um absurdo toda aquela coisa de funk carioca, quem ela pensa que é pra tocar um negócio desses em São Paulo? Em S-Ã-O P-A-U-L-O! Aqui nós não gostamos de funk entendeu minha filha?

Que bom que o tempo passou e as coisas mudaram!

Hoje sou uma pessoa mais madura, sábia, centrada e...adoro a M.I.A! Tenho certeza que ela seria minha melhor amiga!

Mathangi Maya Arulpragasam (sim, esse é seu nome) nasceu na Inglaterra mas sua origem é do Sri Lanka. Inclusive seu pai pertence (ou pertencia, I don´t know) aos Tigres da Libertação, grupo terrorista que luta pela independência da etnia tâmil do governo do Sri Lanka. Ela passou boa parte da sua infância lá, no meio desse caos todo. Esse é um dos motivos pelo qual as letras da M.I.A. são mais políticas, sem a típica putaria do funk carioca.

Além disso ela é formada em artes em uma das melhores universidades de Londres! Eu achei os trabalhos dela bem legais, algo tipo grafite de guerrilha (???). Uma amostra dessa criatividade toda é o seu
site oficial: horrível, poluído e bem capaz de causar epilepsia, mas eu deixo passar porque tenho certeza que ela fez toda essa porcaria de propósito!

Agora sobre a música: eu esqueci a M.I.A. depois do TIM Festival, e só lembrei que ela existia quando assisti o filme mais lindo e perfeito do mundo: Slumdog Millionaire. Ela tem duas músicas ótimas na trilha: Paper Planes (que todo mundo já deve conhecer...é, aquela do barulho de tiro e caixa registradora no refrão) e a O...Saya.

Daí foi um pulo pra pesquisar todos os álbuns no
Grooveshark e virar fã!

É difícil descrever seu som e como sou péssima nisso dei um ctrl+C ctrl+V em 3 descrições que achei na web:

1 - a bold, righteous amalgamation of hip-hop, electro, dancehall, grime, and baile funk (eu não vou traduzir essa frase...).

2 - a mix of dancehall, electro, jungle and world music.

3 - músicas com refrões mântricos.

Bom, é mais ou menos isso aí...e por refrões mântricos, entenda palavras estranhas repetidas em um certo ritmo que te faz cantá-las por horas.

Exemplos de refrões mântricos da M.I.A.:

- heyey eeey ey ey oh oh, heyey eeey ey ey, oh oh oh oh oh oh heyey, oh oh oh oh oh heyey(tentativa de transcrição do refrão da música 10, minha favorita).

- I´m a big timer It´s a Bamboo Banga Bamboo Banga (o que será Bamboo Banga? Não sei mas é legal repetir!).

- Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor.

Tentem ficar sem bater o pé no ritmo ou sem vontade de fazer essa dança estranha que mais parece um pássaro desengonçado batendo asas:

http://www.youtube.com/watch?v=3BtkzaRgvUc

domingo, 22 de novembro de 2009

I LOVE GREEN


Verde mar, verde lima, verde esmeralda, verde bandeira, verde lunar (é, essa cor existe), verde exército...todos lindos!

Para desgosto da minha mãe corinthiana roxa, o verde é uma cor assim...que tem quase uma relação inconsciente com a minha pessoa, algo cósmico, do além, inexplicável! Simplificando: verde é minha cor favorita!

Tudo o que é verde é mais legal, mais bonito e combina mais comigo...desde a embalagem do shampoo para cabelos cacheados até o aroma de bamboo com chá verde do hidratante.

Meu professor de pintura digital (cuja cor favorita também é verde) leu em um livro que verde é considerado a cor perfeita, só não soube explicar porque...(duh)! Bom, independente do motivo, eu achei o máximo saber que minha cor favorita é a cor perfeita! Enquanto pesquisava na net sobre esse assunto de perfeição, achei essa definição muito legal:

"A palavra verde (green) é originária do verbo growan, "to grow" (crescer)."

Bonito né? E tem tudo a ver comigo, que apesar de não ter crescido muito no quesito tamanho, acredito muito no crescimento interior, espiritual e tudo mais. Cada vez me convenço mais que o verde foi feito especialmente pra mim!

Um dia eu e a Maria, a copeira da editora, estávamos tentando descobrir qual das duas gosta mais de verde...e ficamos em um diálogo super produtivo pra saber quem tinha mais coisas dessa cor tão bonita, especial e perfeita.

Então vamos lá...

Verde é a cor:

do meu quarto

do meu desodorante

do meu shampoo

do meu condicionador

do meu reparador de pontas

da minha escova de dente

do meu esmalte

do meu chinelo

de uma boa porcentagem de minhas roupas

da minha tiara favorita

do martini de maçã maravilhoso do Volt


do meu sorvete favorito

do meu wallpaper

do meu blog

da minha bolinha de borracha que fico apertando pra evitar tendinite (não sei o nome dessa bolinha...)

do meu hidratante para mãos

E finalizando...

Verde é:

O sabor do meu chá favorito e maravilhoso: chá verde com gengibre e limão...perfeito!

E agora hein Maria? Quem gosta mais de verde? Hein?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Americanas


Você quer comprar 3 barras de chocolate por R$ 10,00?

Quer CD´s e DVD´s por R$ 15,00?

3 pacotes de Chocookies por R$ 10,00?

Kit de shampoo e condicionador?

Ou ainda...uma nova árvore de Natal? Um pijama? Um esmalte? Um celular? Desodorante? Pão de forma? Aspirador de pó? Um creme esfoliante para o rosto? Ou ainda, alugar um DVD?

Então vá para a AMERICANAAAAAAS!

A Americanas é muito legal! Tem em tudo quanto é lugar e tem tudo quanto é coisa! Só tem um perigo: é impossível entrar e não comprar nada, nem uma lixa de unha sequer. Você sempre lembra que estava precisando disso e daquilo ou então cai na tentação de promoções do tipo leve 10 e pague 1.
Mas além da variedade e preços tentadores, tem mais uma característica marcante: as lojas são mais bagunçadas que o quarto do meu irmão!

Aqui perto de casa tem uma Americanas Express, daquelas junto com Blockbuster. Domingo fui lá comprar CDR´s e logo que entro no "recinto" sou recepcionada por um bafão de ar quente: o ar condicionado está quebrado. Procuro a sessão de informática o mais rápido possível para sair logo da sauna, mas percebo que não existe sessão de informática! Acho os cd´s em uma prateleira improvisada junto com os biscoitos...

Saio correndo pra fila e enquanto espero o caixa dar instruções sobre o funcionamento da boneca da Mônica para o cliente da minha frente que a estava comprando, vejo do lado um freezer de sorvetes enfiado de maneira nada estratégica do lado do caixa. Eles colocaram isso aí só porque o ar condicionado tá quebrado... -pensei. Não resisto, afasto os enfeites de natal jogados em cima da porta e pego o clássico de chocolate. No caixa o atendente vê a forma estranha do sorvete e pergunta:
- Você não quer pegar outro não moça? Esse não tá bom moça...
- Nossa, é mesmo...mas tá tudo torto desse mesmo jeito...
- Não tá não moça, deixa eu ver...ah tá mesmo, é por causa do apagão! Derreteu tudo!
- (Cacete, nem pra substituir os sorvetes...) Ah então tá, cancela por favor...
- Oooooh João, cancela o sorvete da moça aqui!
E fui embora sem meu Chicabon...

Um dia fui pegar um suco e a geladeira não fechava porque tinha umas bexigas grudadas no teto que prendiam a porta...imagina o desperdício de energia...

Já demorei mais de meia hora pra achar um pen drive na Americanas, até aparecer um vendedor que também levou meia hora pra achar um...

E já que a Blockbuster virou Americanas, o espaço foi muuuito reduzido. É missão impossível achar um dvd na prateleira de "não lançamentos" já que estão todos fora de ordem, segmento e enfileirados um do lado do outro.

Sem contar as inúmeras vezes que achei cuecas e meias jogadas na sessão de perfumaria, tropecei em cabides jogados no chão e achei pacotes de bolacha abertos.

Apesar de toda a bagunça, pra mim ainda é indispensável uma passadinha na Americanas de vez quando. Eu só a evito em datas comemorativas como Dia das Crianças e Páscoa...porque além de ser quase impossível perambular pela loja, a trilha sonora é sempre irritante: Xuxa, músicas natalinas e Padre Marcelo freneticamente no repeat 100x.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Decifrando sonhos

Ah os misteriosos, fantasiosos, assustadores e estranhos sonhos!

Meus sonhos ou são historinhas criadas de uma mistura de situações que vivi nos últimos dias, ou são mensagens bem reveladoras do meu inconsciente...mensagens às vezes bem claras, às vezes subjetivas e dignas de uma viagem do Salvador Dali!

Lembro que quando fazia terapia, era um sonho mais louco que o outro, sempre mostrando algo que eu queria esconder ou deixar pra resolver depois. Parecia que o sonho sabia exatamente o que estava me incomodando e que algo deveria ser feito a respeito disso. Por exemplo:

- Quando insistia em um relacionamento infeliz sonhei que estava casada com a pessoa. O sonho me mostrava triste e angustiada e depois de encher o saco do meu "suposto marido" ele responde: a culpa não é minha, não foi você que quis continuar? Agora não adianta reclamar!

- Quando dei bola demais para uma pessoa mega ultra negativa sonhei que ela me raptou, me trancou em quarto de madeira pintado de roxo no meio de uma floresta e me fez um ritual assustador de magia negra, do tipo Bruxa de Blair. Isso foi só o começo do sonho...

- Quando estava em dúvida sobre as atitudes de certa pessoa, sonhei que ela ficava parada na rua somente observando o Predador (é, aquele mesmo do filme, morro de medo dele...) me pegar no colo e me levar embora enquanto eu chorava e esperneava!

Eu sou o tipo de pessoa que:

Sonha colorido.

Sempre aparece nos sonhos.

Quase nunca tem pesadelos (com exceção do Predador e da magia negra dentro do barraco roxo).

Tem sonhos que parecem filmes.

Nunca sonha que esta voando, nem caindo de um penhasco.

Sempre lembra dos sonhos, mas só imediatamente depois que acordo, depois de 10 segundos se não forço a memória já esqueço tudo.

Sonha que toma um tombo ou um tropeção e acorda dando um pulo da cama.

Sonha que está fazendo xixi e acorda apertada.

Tenho um sonho frequente com um templo budista gigantesco povoado por várias pessoas e macacos. E o templo fica sempre bem pertinho de mim, ele aparece na minha frente do nada como mágica, totalmente fora do contexto do sonho (se é que existe um). Ele tem cor de doce de leite e é coberto de plantas trepadeiras. E lá vou eu entrar no templo! É tão grande, mas tão grande que eu sempre me perco lá dentro. Tem passagens secretas nas paredes, cerimônias, pessoas com leques (??), macacos, criancinhas, um jardim enoooorme, e eu fico por lá, perdida, sempre procurando alguma coisa...

Essa semana sonhei de novo com o templo cor de doce de leite!

E como não moro em nenhum país do oriente que tenha templos absurdos e gigantescos e com passagens secretas, lá fomos nós para o Templo Zu Lai em Cotia!

Não tive nenhuma revelação divina sobre o meu sonho, mas de qualquer modo é sempre muito bom visitar o Zu Lai: http://www.templozulai.org.br/

Enquanto isso eu continuo sonhado com macacos!

Lights out!


Ok, ok, todo mundo já está de saco cheio do tal apagão, inclusive eu!

Mas me apaixonei quando vi essa foto da Av. Paulista "apagada" no site da UOL!

Não é linda?

Então graças a inspiração dessa foto, o post vai mesmo ser sobre o apagão tá?

Quantos seriados e desenhos animados não tem um episódio em que as pessoas acabam se unindo, batendo aquele papo super produtivo e inventando brincadeirinhas pra passar o tempo quando acaba a energia? E no final tem sempre a lição de moral sobre como nos afastamos por ficar presos a televisão, videogame e computador.

Claro que o apagão trouxe inúmeros transtornos para a cidade: pessoas que foram assaltadas, demoraram horas pra chegar em casa, tiveram seus aparelhos eletrônicos queimados, doentes em hospitais sem geradores e tudo mais que foi mostrado nos telejornais...

Porém no meu caso o apagão não foi uma chance pra me aproximar das pessoas e tudo mais, mas sim uma oportunidade de mudar a boa e velha rotina.

Não estava em casa no momento do acontecido e voltei dirigindo morrendo de medo daquele breu...mas quando cheguei sã e salva, passei o resto da noite sentada no chão do quintal com o meu irmão, somente observando aquela noite "inusitada".


O céu nublado azul acizentado iluminado apenas pelo gerador poderosíssimo do supermercado no fim da rua, o silêncio, os flashes vindo do povo dos prédios de frente tirando fotos da nova paisagem, o som dos grilos, as luzes dos aviões por trás das nuvens, a batida de funk beeem ao longe saindo dos carros dos corajosos que insistiam em passear pelas ruas, o barulho de passos apressados...

Me fez perguntar: preciso esperar outro apagão pra fazer essa pausa?

No final a moral da história é a mesma dos episódios sobre falta de energia dos seriados e desenhos animados!