quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desliga a televisão e vá ler um livro!


Quem lembra dessa vinheta da MTV?

Que coisa mais culta não? Que atitude mais intelectual, cool, radical e rebelde! Desligue a TV, símbolo de futilidade e ignorância, e vá ler um livro, algo que acrescente conhecimento à sua vida (mesmo se for o Doce Veneno do Escorpião da Bruna Surfistinha?).

Achava legal sim esse negócio de desligar a TV, mas será que ela realmente não nos traz nada de bom? E os documentários da Discovery? E o Programa do Jô? Os reality shows do People and Arts? Os programas da Cultura e do canal Futura? E os filmes iranianos do Telecine Cult?

Ok, concordo que independente da programação, TV demais faz mal a saúde: sedentarismo, alienação, falta de concentração e até dependência.

Sim, existem atividades mais construtivas, como ler o tal do livro...ou dar um passeio por aí, bater papo com um amigo, aprender algo novo e legal, xeretar a vida dos outros no Orkut (não, isso não).

Mas acho que a questão é: assim como tudo na vida, o excesso é prejudicial. Sábio budismo que nos ensina a seguir o caminho do meio, sem extremos. Tem gente que passa o dia todo em frente à TV, e realmente não tem como isso ser bom, pois elas acabam perdendo muita coisa que acontece fora da tela. Mas tem pessoas como eu que não veêm nenhum mal em passar uma ou duas horinhas assistindo TV no fim do dia, afinal não é sempre que tenho grana e disposição pra fazer algo diferente.

Acho engraçado as pessoas que acham bonito falar que não assistem TV, é quase uma coisa de status. Eu sou muito ocupado, não tenho tempo pra TV... ou Ah, no meu tempo livre eu gosto de ler um livro. Quem chega em casa cansado depois de trabalhar e estudar o dia todo e ainda tem condição mental de ler um livro? Funciona melhor pra mim dar risada com as bizarrices do Superpop!

Claro que assistir programas sensacionalistas tipo Datena são prejudiciais, afinal o que vai te trazer de bom saber de todas as desgraças que acontecem por aí? Lá em casa faz tempo que não vemos nem o Jornal Nacional, porque tem horas que é chato jantar ouvindo lamentações a cada notícia: mas esse Brasil não jeito mesmo...ninguém faz nada pra mudar isso...só tem político safado nesse país...a gente paga tanto imposto pra nada. Desanimador e causa indigestão.

Além de evitar o excesso, acho que o importante sobre assistir TV é também não se influenciar demais, como se a TV fosse Deus e tivesse razão em tudo, ditasse regras, modas, como se vestir, se comportar...do tipo: é legal usar um casaco verde e roxo com bolinhas vermelhas porque a mocinha da Malhação também usa.

Não, não me deixo influenciar pelos milhares de pastores que transmitem seus cultos. Não, não acredito em uma palavra da Márcia Goldschmidt e sua máquina da verdade. Não, eu não acredito no padre que procura uma namorada no Superpop (apesar de ser engraçado). Não, eu não acho que devo assumir meu black power e usar meu cabelo esvoaçante como o da Taís Araújo na novela.

Pois é, novelas...campeãs no quesito influência. Confesso que também fui influenciada pela Caminho das Índias: achava tão legal falar Are Baba, Are Baguandi, Tik, Baguan Keliê (minha favorita)...agora que acabou a novela não tem mais graça. Mas a coisa complica quando passam a não distinguir mais realidade de ficção. Quantas vezes não ouvi atores que interpretam vilões dizer que são xingados na rua?

Eu vejo TV pra me divertir, e só isso. Muitas vezes é difícil achar algo que me divirta, mas já tenho meus programas favoritos para cada dia da semana (detalhe que não tenho TV a cabo):

Segunda é dia de CQC, mas só até o Top Five...depois disso não consigo mais assistir porque fica muito tarde. Gosto do CQC porque é um formato novo de humor aqui no Brasil. Não tem mulher pelada, piadas vulgares e estúpidas tipo Zorra Total...é um estilo mais político, inteligente e tem os repórteres mais espertinhos na arte de deixar as pessoas constrangidas.

Na terça a-do-ro o Esquadrão da Moda no SBT. Aprendo várias dicas de beleza e moda (por exemplo: usar sapato cor de pele com o peito do pé livre alonga o corpo)! E o Arlindo Grund é muito fofo, o tipo de cara que seria meu melhor amigo gay! Sem contar os tipos estranhos e bregas que aparecem por lá, achando que estão arrasando! Casseta e Planeta e Toma Lá Dá Cá sem comentários...assisti uma vez e não esbocei um sorriso sequer...juro que não estava na TPM.

As quartas feiras ganharam um novo sentido! Antes chegava em casa 21:30 e passava o resto da noite ouvindo os gritos da minha mãe e do meu irmão assistindo jogo de futebol. Agora o Sílvio Santos teve a brilhante idéia de colocar o novo programa do meu ídolo Roberto Justus, Cem contra Um, às quartas feiras, 22:30hr! Virou meu dia favorito da semana! O programa não é nada demais, mas vale a pena pra aprender algumas coisinhas e pela performance do Justus, claro! É tão legal quando ele humilha as pessoas mostrando sua inteligência e superioridade: então você não sabia do caso Watergate? Você...uma jornalista formada? Não sabia? Você, jornalista? Nunca ouviu falar do Watergate? Claro que ele era muuuito melhor no Aprendiz né? Mas é o Justus, o importante é ver ele colocar as pessoas lá pra baixo do modo mais blasé possível. Pena que ele quer mudar o dia do programa pra quinta...disse que até ele prefere assistir futebol do que vê-lo na TV na quarta. Mas eu não Justus, eu não! Não quero minhas noites de quarta vazias novamente...

Quinta! Depois do Tai Chi e da janta, é hora da Grande Família! O que é o Agostinho Carrara? O que são as roupas dele? E ele indignado fazendo discurso? O programa todo valeria a pena só pelo Agostinho! O legal da Grande Família é que tudo é muito típico e tradicional dos brasileiros, quase como uma versão nacional dos Simpsons: o genro folgado, o funcionário público certinho, a dona de casa dedicada, o filho preguiçoso desempregado, a bonitona solteirona. No cenário também: já apareceu uma travessa em formato de abóbora igual a que gente tinha aqui em casa!

Sexta...já fica meio complicado, mas tem a reprise do Pânico. Gosto muito da Marilia Gabi Gabrierpes e do Amaury Dumbo. Mas o melhor mesmo é arranjar alguma coisa pra fazer fora de casa.

Sábado tento me livrar da TV, mas quando não tem jeito, gosto da Supernanny (por um momento me faz perder a vontade de ter filhos algum dia) e do quadro Vai dar Namoro do programa do Rodrigo Faro. O legal é dar risada dos tipos bizarros e bregas que vão lá. Sério, nunca vi ninguém bem vestido naquele programa...as calças são todas cheias de rasgos e com o maior número de bolsos e acessórios possíveis, e os cabelos são sempre arrepiados de "gel cola". É combinado? Provável que sim, mas mesmo assim é engraçado ué!

E no domingo...mesmo com todo remanejamento de Gugu pra um lado, Eliana pra outro, Celso Portiolli aqui, Anna Hickman ali...nada melhor que o bom e velho programa Sílvio Santos e ponto final.

Então...acho que a qualidade da TV tem melhorado, apesar das mulheres frutas, da Fazenda e seus closes estratégicos nas participantes tomando sol de biquini, do Datena, do Geraldo Luís e das Pegadinhas Picantes do SBT (todo dia às 22hrs pra quem quiser arriscar), hoje vejo menos apelação e qualidade do que na época do Sushi Erótico no Faustão. Escolha com consciência, use com moderação e divirta-se! Ou então, leia um livro...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Boca Suja


Todo santo dia de manhã eu peço:

Me concedas coragem para encarar todos os desafios deste dia
Me concedas paciência para aceitar todas as derrotas que possam vir
Me concedas força para suportar todo o trabalho desta jornada
Me concedas sabedoria para ser grata às causas e condições deste dia.

Porém hoje eu teria que ter pedido uma dose extra e bem grande de coragem, paciência, força e sabedoria...

Como não recebi essa benção divina, o jeito foi descontar com palavrões, muitos palavrões!

Uma pesquisa confirmou que falar palavrão é libertador: "o xingamento traz a sensação de alívio."

Um estudo realizado pela Universidade de Keele, na Inglaterra, confirmou que, de fato, proferir palavrões pode reduzir a intensidade das dores físicas. "O palavrão ajuda a aliviar a dor porque, ao fazê-lo, você verbaliza uma emoção", explica Ricardo Monezi, pesquisador da Unifesp. "Enquanto você não 'joga fora' esse sentimento, a emoção enclausurada gera respostas hormonais que fazem com que você se sinta mal, pois o estímulo está batendo no cérebro e vai aumentando sua raiva. O grito coloca isso para fora", complementa.

Pois é, guardar e remoer emoções ruins é prejudicial! O melhor é botar pra fora com um belo palavrão. Mas tem situações em que não tem como soltar um em alto e bom som, é aí então que ele fica só no pensamento mesmo, como no meu caso:

Chego no ponto de manhã e nada do ônibus passar. Depois de 10 minutos esperando vem o primeiro pensamento feio: "bom, agora f**eu, vou chegar atrasada!" A senhorinha super simpática do meu lado diz que já está esperando há 40 minutos. "Agora f**eu de vez...além de atrasado o ônibus vai vir lotado".

Depois de 30 minutos o ônibus chega exatamente como eu imaginei: abarrotado: "p**a que pariu, que merda". Minha vontade é de perguntar para o motorista: "mas que p**ra de atraso é esse"? Mas a moça na minha frente questiona primeiro e mais educadamente: "o problema é no terminal Santana, tá uma bagunça lá e blá blá blá." "Sei, problema em Santana o ca**lho!"

O ônibus está tão lotado que mau tenho espaço para deixar um pé do lado do outro e minha bolsa parece 10 kilos mais pesada que o normal. O senhorzinho do meu lado me olha de cara feia porque minha bolsa está empurrando ele. "P**a que pariu, quer que eu a carregue em cima da minha cabeça por acaso?"

E o cara sentado na minha frente, vendo toda minha dificuldade, nem se oferece para segurar a bolsa: "Esse c**ão além de estar sentado no lugar dos idosos não tá nem aí pra ninguém...".

De repente levo uma cotovelada na cara: "Ooooh ca**te"! A agressora sorri pra mim e pede desculpa sem jeito. Retribuo com um sorriso simpático e compassivo que transmite: "tudo bem, você está na mesma b**ta de situação que eu."

Em cada ponto que o ônibus para tem um mala pra falar: "ô pessoal, um passinho pra trás por favor." "Passinho o ca**lho, mau tenho espaço para meu dois pés! Esse p***a desse motorista não tem que parar em nenhum ponto, não cabe mais ninguém aqui!"

Acho que o motorista recebe minhas más vibrações e resolve seguir viagem sem parar nos pontos.

O cara nada cavalheiro que estava sentado no lugar dos idosos se levanta para descer e todo caridoso abraça um senhor que estava quase morrendo sufocado e o guia até assento vago. "Cara de pau de m**da, agora que vai descer é fácil dar uma de bom moço".

O velhinho senta, me abre um sorrisão e se oferece para segurar minha bolsa. "Não obrigada, eu já vou descer", respondo com a gentileza de uma menina que ninguém nunca imaginaria ter tantos palavrões em mente.

Bom, moral da história é que meus palavrões mentais aliviaram a minha nada fácil situação e o melhor de tudo: ninguém ouviu nada!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tédio Internético


Quinta feira, 14:00hrs, estou no meu trabalho, não tenho nada pra fazer e o tempo simplesmente não passa...

Que tédio!

Ah, o tédio...uma das coisas que mais odeio na vida. Sonolência, marasmo, rotina, ócio, inutilidade, dia morto.

Tem dias aqui na editora que tenho pilhas de trabalho que me ocupam a semana inteira. Não que eu seja uma workaholic, mas gosto de chegar em casa cansada por ter trabalhado bastante, dá a sensação de missão cumprida.

Mas tem vezes que fico horas ou dias sem nada pra fazer, aí lá vamos nós procurar entretenimento na web:

Já li e reli todas as notícias do dia.

Já vi todas as piadinhas, novidades, programações e links do Twitter.

Já li todos os blogs da minha lista de favoritos.

Já vi todos os vídeos engraçadinhos do You Tube e não achei graça em nenhum deles.

Não, não estou com a mínima vontade de aprender com tutoriais de Photoshop e Blender.


Vi um ensaio breguíssimo do Miro Moreira montado em uma moto de chocolate (pois é, moto de chocolate...). Fiquei sabendo que o fundador da Playboy pediu divórcio aos 83 anos. Já sei que o namoro de cinco meses do Marco Luque com a Luiza Possi terminou. Sei também que os próximos dias serão de sol e calor com pancadas de chuva. Aprendi que a tendência é usar batom nude e rosa chiclete com olhos esfumados.

Aí passo a procurar joguinhos online. Isso é um sinal de que o negócio está ficando feio. Faço o maior esforço pra jogar Sudoku ao invés de meus queridos jogos de meninas, aqueles de maquiar e vestir bonequinhas. Pelo menos o Sudoku exercita e mente, assim sinto que estou fazendo algo útil.

Bem que podia acontecer algo pra agitar meu dia, sei lá...um engavetamento na rua aqui da frente. Ou um eclipse. Ou uma briga entre os travecos do bairro bem aqui em frente minha janela. Ou um caminhão podia bater no poste, derrubar o gerador e cortar a energia (isso realmente aconteceu alguns meses atrás).

Na verdade eu tenho meio que trauma de ficar sem fazer nada. Deve ser culpa da minha pré-adolescência, quando eu passava o fim de semana todo jogando The Sims, sem colocar o pé pra fora de casa. Agora tenho que sair todo dia, nem que seja pra ir no mercadinho da esquina, senão começa a me dar desespero!

E por causa desse meu desespero todo pra sair, meu pai diz que nem vai sentir minha falta quando eu casar e sair de casa e minha mãe faz cara feia toda vez que vou para algum lugar. Mas acho que essa cara dela já virou um hábito, é a mesma coisa que dizer "tchau filha, vai com Deus".

Lógico que isso tudo é um exagero absurdo, afinal sou o tipo de pessoa que só sai mesmo no fim de semana. E digo que melhorei bastante, um tempo atrás arranjava qualquer programa de índio só pra sair de casa. Hoje já até me permito acompanhar novelas e programas dominicais ou ficar em casa assistindo filmes nos dias frios.

Enquanto pensava nisso, lembrei que vi um tempo atrás no programa da Ana Maria (é, eu assisto enquanto tomo café) o tal do Clube do Nadismo: um movimento que apóia arranjar um tempo pra ficar sem fazer nada, sem culpa e numa boa.

E descobri que meu problema realmente é esse: a culpa! Do tipo: nossa, eu estou desperdiçando minha vida e meu precioso tempo aqui sem fazer nada! Poderia estar fazendo algo tão interessante e útil agora, mas não, estou aqui morgando!

O site do clube é bem interessante, me identifiquei com bastante coisa que vem da meditação: http://www.clubedenadismo.com.br/

E esse tal nadismo salvou meus dias entediantes! Olha só que chique, eu não estou aqui fazendo nada e perdendo meu tempo, estou praticando nadismo!

STOPNJOY!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Sleeping Beauty


Ontem percebi porque pra mim é tão difícil dormir cedo:

Esse é meu ritual pré sono:

Sabonete anti-acne

Esfoliante

Adstringente

Hidratante

Gel anti celulite

Fio dental

Escova de dente

Pasta de Dente

Aparelho

Creme hidratante noturno para o cabelo

Creme antiidade

Hidratante labial

Colírio anti alérgico

Remédio para rinite

Creme redutor de cutícula
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Uma pequena oração e
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Boa noite!