segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Minhas Melissinhas

130 reais? CEN-TO E TRIN-TA RE-AIS??? Você tem coragem de pagar R$ 130,00 por um sapato de plástico? De PLÁS-TI-CO????

Minha sempre fala isso quando eu compro ou namoro uma Melissa...


Eu já fui fanática por Melissas, mas depois que surgiram as fakes por 1/10 do preço, dei uma desanimada. Afinal corro o risco de pagar caríssimo por uma original e depois de dias achar modelos idênticos nas lojinhas do metrô por 10 reais.


De vez em quando eu entro na loja virtual da Melissa só para babar um pouco, mas penso 10 vezes antes de compar por alguns motivos:
- Muitos modelos detonam os pés
- Muitos modelos causam um chulé terrível
- A maioria são bem caras (pelo menos para minha pessoa)
- E como eu disse, a chance de encontrar uma igual por menos da metade do preço é grande. Minha coleção de Melissas é minúscula, minha cunhada por exemplo deve ter umas 20, mas aí vão elas:

1 - Scarfun High

Linda, linda, linda! Mas sabe quantas vezes usei? Duas! E com grande sofrimento.

Eu já tenho um problema com salto, e se o sapato tem bico fino e material duro, o problema fica maior ainda. Além de detonar meu calcanhar, espreme meus dedos!

Uma ex colega de trabalho usava sua Scarfun High preta todo santo dia, dizendo que era super confortável, que andava o dia inteiro com ela e blá blá blá. Então quando eu vi o dito cujo em promoção por 50 reais fui obrigada a comprar, mesmo sendo branca.

Mas realmente é impossível ficar em pé em cima de um troço desse. Eu ouvi dizer que as Melissas eram feitas de plásticão duro mesmo e depois de um tempo começaram a ser produzidas em silicone, bem mais macias. Ou seja, a da minha colega era de silicone e a minha de plasticão! Isso explica a promoção de 50 reais.

2- Aranha 79

Comprei totalmente por impulso pelo site, só porque estava super barata e eu queria uma Melissa, seja lá qual fosse.

Ela é bonitinha, mas deixa o meu pé meio pequeno demais, meio redondo demais, sei lá.

E também é difícil combinar, tipo...acho que ela não combina com calça comprida, só com saia, shorts, vestido, calça capri...e como é raríssimo eu usar uma dessas peças...a Aranha 79 fica lá no fundo da sapateira...

3- Desire

A única Melissa que minha mãe gosta, só porque tem salto, um saltinho que seja (minha mãe vive insistindo para que eu use salto, só porque eu tenho 1,62).

Eu acho ela bem bonita...simples e diferente, do jeito que eu gosto.

O problema é que depois de dar 2 passos já formam bolhas no calcanhar, se estiver calor então, o negócio fica feio.

Então, vocês podem achar meio tosco mas, quando uso a minha Desire passo óleo mineral ou condicionador no calcanhar para diminuir o atrito. Ajuda bastante, mas precisa de retoques de óleo de tempo em tempo hahahaha!

4- Glam

Uma de minhas favoritas, fazem uns 3 anos que uso direto (inclusive estou com ela nos pés agora mesmo). Já quase tem o formato do meu pé!

Não machuca nada, super molinha e dá um toquezinho mais chic a produção, graças ao bico fino.

Ela me dava um chulé desgraçado, porque é revestida com uma renda por dentro, mas descobri que uma boa, mas boa mesmo, dose de talco ajuda bastante a amenizar o "aroma".

5- Zen

Também entra na lista das favoritas. Quase um uniforme!

Confortável, fresquinha, revestida com tecido por dentro, e como é aberta, não dá chulé!

Só recomendo tirar o broche de lacinho quando for em balada, show, ônibus lotados e afins, porque ele sai fácil. Uma vez tomei um pisão de um cara mais empolgado em um show que jogou o lacinho longe para o meio da multidão.

6 - Adanna

Ganhei do meu irmão e da minha cunhada linda!

Eu a uso com uma calça de boca mais larguinha, porque essa Melissa me deixa com um pé enorme, talvez por ser muito aberta em cima. Ela também machuca bastante o calcanhar, por isso uso o mesmo truque do óleo/condicionador. Ah, e a camurça já deu uma falhadinha, mas tudo bem, eu uso mesmo assim!

7 - Sin

Uniforme 2! Usei todos os dias dessa onda de calor insuportável que fez em São Paulo tempo atrás.

Super confortável e resistente: porque uso ela direto, dou váááárias topadas no chão (coitado do meu dedão), ando quilômetros e ainda assim, é só dar uma lavadinha com bucha e sabão que ela fica novinha. Meu xodó!

Agora uma wishlist, sabe como é, o Natal está aí...quem quiser fazer da Aline uma pessoa mais feliz pode me presentear com uma dessas, tamanho 36/37 ok?

1 - Cute:
minha cunhada ganhou uma esse fim de semana e eu fiquei apaixonada de ver como ela é confortável, graciosa, delicada, linda, fofa...ai ai

2 - Ashia: meu objeto de desejo há meses, mas além do preço exorbitante, tenho a impressão que machuca demais o pé.

3 - Gold: me lembra o modelo Scarfun falsiê da Sandy que eu tinha e amava...tanto que usei até estourar!
E aí? Quem tem coragem de pagar 130 reais em um sapato de plástico?

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O fantástico senhor raposo


Devido uma batalhada (gíria interna) de trabalho na editora e um curso de duas semanas no horário 19/23hrs, ando sem tempo para postar um texto digno aqui no blog.

Então a única coisa que tenho a dizer essa semana é:

ASSISTAM "O FANTÁSTICO SENHOR RAPOSO"!

Vi sexta passada e achei ótimo! Adorei a animação (stop motion) tosca, a lagriminha surgindo no canto do olho, o sobrinho perfeito que medita por horas, a dancinha coletiva, o jeito como eles cavam, a fumaça feita de bombril e a cara desse bicho da foto aí de cima!

Pela cara dele já dá pra perceber que não é uma animação muito voltada para crianças né? É meio assustador às vezes. Na verdade não tinha nenhuma criança no cinema, pelo contrário...

Pra quem ficou curioso:


Have fun!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Filtro

Hoje eu vou falar do Filter, banda que ressurgiu do além direto para a playlist do meu Grooveshark (para quem não sabe, Grooveshark é o melhor site para ouvir música online de graça que conheço).

Bom, conheci o Filter na época em que eu e meu irmão pediamos dinheiro de presente de Natal para ir na Saraiva do Center Norte comprar cd´s.

Na maioria das vezes nem sabia que cd comprar, mas os escolhia pela capa, por uma única música que tinha ouvido no programa do Maia e Tatola na Brasil 2000 (RIP), ou por um videoclip legal na MTV.

Nessas descobri bandas ótimas como Massive Attack, Placebo e...o Filter!

Eu só conhecia não sei de onde a música White Like That, mas como adorei a capa toda modernosa (já apresentava sinais da carreira que ia seguir), resolvi comprar o primeiro álbum deles: Short Bus.

Não é exagero dizer que ouvia esse álbum todo dia. Na época eu tinha uma guitarra, e fiquei toda orgulhosa quando aprendi a tocar todas as músicas do cd! Eram muito boas e facílimas de aprender.
A voz do Richard Patrick (sabia que ele é irmão do Exterminador do Futuro?) é reconhecível mesmo ele cantando bossa nova. O cara grita, mas grita muito absurdamente!

O som do Filter é bem pesadão, meio industrial, meio eletrônico. Só pra constar, o Richard era guitarrista do Nine Inch Nails...

Muito tempo se passou e essa semana acordei com vontade de ouvir Filter. Joguei no Grooveshark e para minha surpresa achei um álbum novo deles, o Anthems for the Damned (é, ele é meio pessimista mesmo). E para mais uma surpresa, o álbum é bom, muito bom!

É que depois do Short Bus, o Filter não lançou nenhum outro material legal: o Title of the Record e o The Amalgamut é aquele tipo de álbum que tem duas ou três músicas maravilhosas e o resto é descartável. Já o Anthems for the Damned consigo ouvir inteiro sem pular nenhuma faixa.

Mas eu gostei mesmo foi da música Lie After Lie...ouço no repeat por horas seguidas enquanto trabalho. Não sei porque gostei tanto dessa música...acho que é por causa da batida, do violãozinho, do baixo e da parte que ele fala A waste of time, a waste of life, a waste of youth, ooooh... a waste of minds, a waste of life, and where were you? Oooooh... Muito bom!

Aposto que se você ouvir a música não vai achar nada de especial e pensar: "credo Aline, ESSA é a música que você ouve o dia inteiro? Que sem graça!" Mas sei lá porque ela tem esse efeito sobre minha pessoa, talvez isso só seja explicado em uma terapia de vidas passadas...


Recomendo também:
O álbum todo - Short Bus
Welcome to the fold - Title of the Record
The Best Things - Title of the Record
I Will Lead You - Title of the Record
You Walk Away (muito boa) - The Amalgamut
Where do we go from here - The Amalgamut
So I Quit - The Amalgamut

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Everyone leaves in the end, everything dies in the end

E já se foram:

- Michael Jackson
- Patrick Swayze
- Herbert Richers
- Mara Manzan
- Pitta
- Lombardi
- Leila Lopes

Não sei porque mas estou sentindo que o Alexandre Frota será o próximo...

Claro que milhares de pessoas morrem todo dia, famosas ou não. É, vou falar dela...da morte!

A única pessoa próxima que morreu foi meu avô. Claro que chorei, fiquei triste, mas não foi nada muito exagerado.

É que desde que comecei a me interessar pelo budismo, passei a aceitar melhor a morte.

Não é o caso de virar um ser frio e insensível, mas sim ter consciência de que um dia eu vou morrer...quem sabe ainda hoje? E um dia meu pai também vai morrer, minha mãe, meu irmão, meus amigos...Essa idéia tira um pouco aquela revolta de: por que meu Deus, por queeeeeeeee? Ele responderia: - Porque todo mundo que vive morre um dia meu amado filho!

É a tal da impermanência. Tudo está em constante transformação, nada é absoluto. Então não tem porquê se preocupar, se agarrar, se apegar tanto em certas coisas e pessoas, se no final morremos sozinhos e tudo e todos vão embora.

Não é pessimismo e sim realismo
. Tem gente que evita falar na morte, fala Deus me livre quando o assunto vem à tona. Então quando a dona morte aparece o choque é muito maior.

Ter consciência da morte me faz pelo menos tentar aproveitar melhor cada minuto e ter uma boa relação com meus amigos e parentes...acho que a sensação de arrependimento ou consciência pesada em relação a alguém que se foi deve ser bem ruim.

É, algumas coisas são inevitáveis na vida: doença, velhice, sofrimento, tristeza, morte. Só o fato de aceitar isso já ajuda. Não que não devemos lutar pelo bem estar e pela felicidade, mas também não podemos ser bebês chorões.

Um ensinamento muito simples e óbvio do Dalai Lama para vocês...é mais ou menos assim: Se existe algo que possamos fazer sobre certa situação, tomamos as devidas providências e então não tem porque se preocupar. Se não existe nada que possamos fazer, então não adianta se preocupar.

Gosto da música desse artista bizarro (ele é bem feio mesmo) Mortiis. Eu não entendo nada da letra em geral, acho ela bem subjetiva, mas gosto do refrão: Everyone leaves in the end, everything dies in the end. It doesn´t matter how hard you hold on, everyone leaves in the end. (Todos se vão no fim, tudo morre no fim. Não importa com que força você segurar, todos se vão no final).

http://www.youtube.com/watch?v=QL57nZfsfBY

E pra terminar, a frase de uma música que eu odeio, de uma banda que odeio mais ainda:

É preciso amar as pessoas como se não houvessa amanhã, porque se você parar pra pensar, na verdade não há.

Eu odeio, mas é verdade! E a palavra amar é muito forte né? Eu diria que é preciso...respeitar, conviver, e às vezes até aturar as pessoas como se não houvesse amanhã...algo assim...menos poético!

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Nos braços de Morpheu


Cinco horas da manhã, calor infernal, chego em casa cansada e deito pra dormir:

- 5 minutos depois:
cai a chuva mais pesada e com o maior número de trovões por minuto dos últimos tempos, o que deixa o clima ainda mais abafado. Me esforço pra ignorar tudo e dormir.

- minutos depois da chuva:
três bêbados passam pela rua gritando: deixa a vida me levar, vida leva eeeeuuu! Não sei por quanto tempo, mas pareciam minutos intermináveis. Engraçado pensar que eu cheguei a pegar o celular pra discar 190...

- algumas horas depois:
o vizinho do lado resolve testar o motor da caranga, algo tipo um Corcel 77. Ele acelera, e acelera, e acelera. A impressão que dá é do carro estar debaixo da cama.

- um tempinho depois:
acordo sufocada com o calor mas com preguiça o suficiente para não levantar da cama e ligar o ventilador. Tento dormir assim mesmo...

- minutos depois:
a claridade toma conta do meu quarto:
- Porque fui comprar essa persiana vagabunda que mais parece um papel vegetal?
Jogo o lençol por cima dos olhos e tento dormir pela centésima vez.

- já pela manhã:
uma fila de carros passa buzinando na rua. -Casamento? Mas 10hrs da manhã? Desisto! Levanto e descubro que é uma passeata para Nossa Senhora comemorando o início da festa na igreja...Legal!

O jeito é tirar um cochilo a tarde! Maaaaas...:

- meu pai resolve testar o som do computador ouvindo Black Eyed Peas no talo:
I got a feeling, that tonight is gonna be a good night, that tonight´s gonna be a good good night!

Aí minha mãe grita:

- Aline, vem almoçar, depois você dorme!
- dsadjhjkhjhhjdjkaioauwui...hein?
- Quer cerveja?
- Melhor não, ou eu desmaio de sono em cima do prato de macarrão...

Com certa dificuldade em acertar o garfo na boca, termino o almoço e agora sim vou tirar o atraso e dormir a tarde toda! Porém...

- Aline, vou usar sua chapinha tá?
- zzzzzzzzzjhkjhgyhjzzzzzzzzzzzzz...tá tá mãe...usa o que quiser aí.
- Olha a blusa larga que eu tô usando, é pra disfarçar a barriga porque comi muito hoje hahahaha!
- huummmm....legal...!
- Vou na casa da vó tá? Não vou levar a blusa que você pediu na costureira porque hoje é domingo, e ela não trabalha de domingo. Mas a gente mesmo pode consertar agora...vamos consertar agora? Pega a tesoura lá!
- Ah agora não, é que eu quero dormir sabe?
- Tá bom então, tchau!

Mais tarde, sozinha em casa, o telefone toca:

- Oiiiiii amiiiigaaaaa!
- zzzzzzzzabnvdshgaadjkazzzzzzzz? Amigaaaaa, oi tudo bem?

Desligo o telefone e percebo que finalmente consegui dormir três horas seguidas! Bom, levando em conta o histórico do dia, é uma vitória e tanto!
Ainda aproveito as últimas horas do domingo assistindo o concurso Miss Simpatia do Sílvio Santos (gente, isso é muito engraçado) e depois passeando pela típica noite de calor com o boy.

Pra depois chegar em casa e voltar para o lugar onde passei a maior parte do meu dia: CAMA!

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

ÊmeÁiEi


No Tim Festival de 2005 eu vi o show da M.I.A. E claro, como roqueirinha revoltada que era na época não gostei. Achei um absurdo toda aquela coisa de funk carioca, quem ela pensa que é pra tocar um negócio desses em São Paulo? Em S-Ã-O P-A-U-L-O! Aqui nós não gostamos de funk entendeu minha filha?

Que bom que o tempo passou e as coisas mudaram!

Hoje sou uma pessoa mais madura, sábia, centrada e...adoro a M.I.A! Tenho certeza que ela seria minha melhor amiga!

Mathangi Maya Arulpragasam (sim, esse é seu nome) nasceu na Inglaterra mas sua origem é do Sri Lanka. Inclusive seu pai pertence (ou pertencia, I don´t know) aos Tigres da Libertação, grupo terrorista que luta pela independência da etnia tâmil do governo do Sri Lanka. Ela passou boa parte da sua infância lá, no meio desse caos todo. Esse é um dos motivos pelo qual as letras da M.I.A. são mais políticas, sem a típica putaria do funk carioca.

Além disso ela é formada em artes em uma das melhores universidades de Londres! Eu achei os trabalhos dela bem legais, algo tipo grafite de guerrilha (???). Uma amostra dessa criatividade toda é o seu
site oficial: horrível, poluído e bem capaz de causar epilepsia, mas eu deixo passar porque tenho certeza que ela fez toda essa porcaria de propósito!

Agora sobre a música: eu esqueci a M.I.A. depois do TIM Festival, e só lembrei que ela existia quando assisti o filme mais lindo e perfeito do mundo: Slumdog Millionaire. Ela tem duas músicas ótimas na trilha: Paper Planes (que todo mundo já deve conhecer...é, aquela do barulho de tiro e caixa registradora no refrão) e a O...Saya.

Daí foi um pulo pra pesquisar todos os álbuns no
Grooveshark e virar fã!

É difícil descrever seu som e como sou péssima nisso dei um ctrl+C ctrl+V em 3 descrições que achei na web:

1 - a bold, righteous amalgamation of hip-hop, electro, dancehall, grime, and baile funk (eu não vou traduzir essa frase...).

2 - a mix of dancehall, electro, jungle and world music.

3 - músicas com refrões mântricos.

Bom, é mais ou menos isso aí...e por refrões mântricos, entenda palavras estranhas repetidas em um certo ritmo que te faz cantá-las por horas.

Exemplos de refrões mântricos da M.I.A.:

- heyey eeey ey ey oh oh, heyey eeey ey ey, oh oh oh oh oh oh heyey, oh oh oh oh oh heyey(tentativa de transcrição do refrão da música 10, minha favorita).

- I´m a big timer It´s a Bamboo Banga Bamboo Banga (o que será Bamboo Banga? Não sei mas é legal repetir!).

- Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor. Pull up the people, pull up the poor.

Tentem ficar sem bater o pé no ritmo ou sem vontade de fazer essa dança estranha que mais parece um pássaro desengonçado batendo asas:

http://www.youtube.com/watch?v=3BtkzaRgvUc

domingo, 22 de novembro de 2009

I LOVE GREEN


Verde mar, verde lima, verde esmeralda, verde bandeira, verde lunar (é, essa cor existe), verde exército...todos lindos!

Para desgosto da minha mãe corinthiana roxa, o verde é uma cor assim...que tem quase uma relação inconsciente com a minha pessoa, algo cósmico, do além, inexplicável! Simplificando: verde é minha cor favorita!

Tudo o que é verde é mais legal, mais bonito e combina mais comigo...desde a embalagem do shampoo para cabelos cacheados até o aroma de bamboo com chá verde do hidratante.

Meu professor de pintura digital (cuja cor favorita também é verde) leu em um livro que verde é considerado a cor perfeita, só não soube explicar porque...(duh)! Bom, independente do motivo, eu achei o máximo saber que minha cor favorita é a cor perfeita! Enquanto pesquisava na net sobre esse assunto de perfeição, achei essa definição muito legal:

"A palavra verde (green) é originária do verbo growan, "to grow" (crescer)."

Bonito né? E tem tudo a ver comigo, que apesar de não ter crescido muito no quesito tamanho, acredito muito no crescimento interior, espiritual e tudo mais. Cada vez me convenço mais que o verde foi feito especialmente pra mim!

Um dia eu e a Maria, a copeira da editora, estávamos tentando descobrir qual das duas gosta mais de verde...e ficamos em um diálogo super produtivo pra saber quem tinha mais coisas dessa cor tão bonita, especial e perfeita.

Então vamos lá...

Verde é a cor:

do meu quarto

do meu desodorante

do meu shampoo

do meu condicionador

do meu reparador de pontas

da minha escova de dente

do meu esmalte

do meu chinelo

de uma boa porcentagem de minhas roupas

da minha tiara favorita

do martini de maçã maravilhoso do Volt


do meu sorvete favorito

do meu wallpaper

do meu blog

da minha bolinha de borracha que fico apertando pra evitar tendinite (não sei o nome dessa bolinha...)

do meu hidratante para mãos

E finalizando...

Verde é:

O sabor do meu chá favorito e maravilhoso: chá verde com gengibre e limão...perfeito!

E agora hein Maria? Quem gosta mais de verde? Hein?

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Americanas


Você quer comprar 3 barras de chocolate por R$ 10,00?

Quer CD´s e DVD´s por R$ 15,00?

3 pacotes de Chocookies por R$ 10,00?

Kit de shampoo e condicionador?

Ou ainda...uma nova árvore de Natal? Um pijama? Um esmalte? Um celular? Desodorante? Pão de forma? Aspirador de pó? Um creme esfoliante para o rosto? Ou ainda, alugar um DVD?

Então vá para a AMERICANAAAAAAS!

A Americanas é muito legal! Tem em tudo quanto é lugar e tem tudo quanto é coisa! Só tem um perigo: é impossível entrar e não comprar nada, nem uma lixa de unha sequer. Você sempre lembra que estava precisando disso e daquilo ou então cai na tentação de promoções do tipo leve 10 e pague 1.
Mas além da variedade e preços tentadores, tem mais uma característica marcante: as lojas são mais bagunçadas que o quarto do meu irmão!

Aqui perto de casa tem uma Americanas Express, daquelas junto com Blockbuster. Domingo fui lá comprar CDR´s e logo que entro no "recinto" sou recepcionada por um bafão de ar quente: o ar condicionado está quebrado. Procuro a sessão de informática o mais rápido possível para sair logo da sauna, mas percebo que não existe sessão de informática! Acho os cd´s em uma prateleira improvisada junto com os biscoitos...

Saio correndo pra fila e enquanto espero o caixa dar instruções sobre o funcionamento da boneca da Mônica para o cliente da minha frente que a estava comprando, vejo do lado um freezer de sorvetes enfiado de maneira nada estratégica do lado do caixa. Eles colocaram isso aí só porque o ar condicionado tá quebrado... -pensei. Não resisto, afasto os enfeites de natal jogados em cima da porta e pego o clássico de chocolate. No caixa o atendente vê a forma estranha do sorvete e pergunta:
- Você não quer pegar outro não moça? Esse não tá bom moça...
- Nossa, é mesmo...mas tá tudo torto desse mesmo jeito...
- Não tá não moça, deixa eu ver...ah tá mesmo, é por causa do apagão! Derreteu tudo!
- (Cacete, nem pra substituir os sorvetes...) Ah então tá, cancela por favor...
- Oooooh João, cancela o sorvete da moça aqui!
E fui embora sem meu Chicabon...

Um dia fui pegar um suco e a geladeira não fechava porque tinha umas bexigas grudadas no teto que prendiam a porta...imagina o desperdício de energia...

Já demorei mais de meia hora pra achar um pen drive na Americanas, até aparecer um vendedor que também levou meia hora pra achar um...

E já que a Blockbuster virou Americanas, o espaço foi muuuito reduzido. É missão impossível achar um dvd na prateleira de "não lançamentos" já que estão todos fora de ordem, segmento e enfileirados um do lado do outro.

Sem contar as inúmeras vezes que achei cuecas e meias jogadas na sessão de perfumaria, tropecei em cabides jogados no chão e achei pacotes de bolacha abertos.

Apesar de toda a bagunça, pra mim ainda é indispensável uma passadinha na Americanas de vez quando. Eu só a evito em datas comemorativas como Dia das Crianças e Páscoa...porque além de ser quase impossível perambular pela loja, a trilha sonora é sempre irritante: Xuxa, músicas natalinas e Padre Marcelo freneticamente no repeat 100x.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Decifrando sonhos

Ah os misteriosos, fantasiosos, assustadores e estranhos sonhos!

Meus sonhos ou são historinhas criadas de uma mistura de situações que vivi nos últimos dias, ou são mensagens bem reveladoras do meu inconsciente...mensagens às vezes bem claras, às vezes subjetivas e dignas de uma viagem do Salvador Dali!

Lembro que quando fazia terapia, era um sonho mais louco que o outro, sempre mostrando algo que eu queria esconder ou deixar pra resolver depois. Parecia que o sonho sabia exatamente o que estava me incomodando e que algo deveria ser feito a respeito disso. Por exemplo:

- Quando insistia em um relacionamento infeliz sonhei que estava casada com a pessoa. O sonho me mostrava triste e angustiada e depois de encher o saco do meu "suposto marido" ele responde: a culpa não é minha, não foi você que quis continuar? Agora não adianta reclamar!

- Quando dei bola demais para uma pessoa mega ultra negativa sonhei que ela me raptou, me trancou em quarto de madeira pintado de roxo no meio de uma floresta e me fez um ritual assustador de magia negra, do tipo Bruxa de Blair. Isso foi só o começo do sonho...

- Quando estava em dúvida sobre as atitudes de certa pessoa, sonhei que ela ficava parada na rua somente observando o Predador (é, aquele mesmo do filme, morro de medo dele...) me pegar no colo e me levar embora enquanto eu chorava e esperneava!

Eu sou o tipo de pessoa que:

Sonha colorido.

Sempre aparece nos sonhos.

Quase nunca tem pesadelos (com exceção do Predador e da magia negra dentro do barraco roxo).

Tem sonhos que parecem filmes.

Nunca sonha que esta voando, nem caindo de um penhasco.

Sempre lembra dos sonhos, mas só imediatamente depois que acordo, depois de 10 segundos se não forço a memória já esqueço tudo.

Sonha que toma um tombo ou um tropeção e acorda dando um pulo da cama.

Sonha que está fazendo xixi e acorda apertada.

Tenho um sonho frequente com um templo budista gigantesco povoado por várias pessoas e macacos. E o templo fica sempre bem pertinho de mim, ele aparece na minha frente do nada como mágica, totalmente fora do contexto do sonho (se é que existe um). Ele tem cor de doce de leite e é coberto de plantas trepadeiras. E lá vou eu entrar no templo! É tão grande, mas tão grande que eu sempre me perco lá dentro. Tem passagens secretas nas paredes, cerimônias, pessoas com leques (??), macacos, criancinhas, um jardim enoooorme, e eu fico por lá, perdida, sempre procurando alguma coisa...

Essa semana sonhei de novo com o templo cor de doce de leite!

E como não moro em nenhum país do oriente que tenha templos absurdos e gigantescos e com passagens secretas, lá fomos nós para o Templo Zu Lai em Cotia!

Não tive nenhuma revelação divina sobre o meu sonho, mas de qualquer modo é sempre muito bom visitar o Zu Lai: http://www.templozulai.org.br/

Enquanto isso eu continuo sonhado com macacos!

Lights out!


Ok, ok, todo mundo já está de saco cheio do tal apagão, inclusive eu!

Mas me apaixonei quando vi essa foto da Av. Paulista "apagada" no site da UOL!

Não é linda?

Então graças a inspiração dessa foto, o post vai mesmo ser sobre o apagão tá?

Quantos seriados e desenhos animados não tem um episódio em que as pessoas acabam se unindo, batendo aquele papo super produtivo e inventando brincadeirinhas pra passar o tempo quando acaba a energia? E no final tem sempre a lição de moral sobre como nos afastamos por ficar presos a televisão, videogame e computador.

Claro que o apagão trouxe inúmeros transtornos para a cidade: pessoas que foram assaltadas, demoraram horas pra chegar em casa, tiveram seus aparelhos eletrônicos queimados, doentes em hospitais sem geradores e tudo mais que foi mostrado nos telejornais...

Porém no meu caso o apagão não foi uma chance pra me aproximar das pessoas e tudo mais, mas sim uma oportunidade de mudar a boa e velha rotina.

Não estava em casa no momento do acontecido e voltei dirigindo morrendo de medo daquele breu...mas quando cheguei sã e salva, passei o resto da noite sentada no chão do quintal com o meu irmão, somente observando aquela noite "inusitada".


O céu nublado azul acizentado iluminado apenas pelo gerador poderosíssimo do supermercado no fim da rua, o silêncio, os flashes vindo do povo dos prédios de frente tirando fotos da nova paisagem, o som dos grilos, as luzes dos aviões por trás das nuvens, a batida de funk beeem ao longe saindo dos carros dos corajosos que insistiam em passear pelas ruas, o barulho de passos apressados...

Me fez perguntar: preciso esperar outro apagão pra fazer essa pausa?

No final a moral da história é a mesma dos episódios sobre falta de energia dos seriados e desenhos animados!

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

People are strange...


Não consigo entender algumas pessoas nessa minha humilde vidinha :

- Pessoas que usam vestido xadrez verde com sapatilha estampada de oncinha: hoje vi uma moça com esse look na rua e não pude deixar de reparar...e reparar...e reparar...Uma pena porque o vestido era muito bonito e a sapatilha também, mas isso não quer dizer que eles fiquem bem juntos!

- Pessoas que mentem para se enaltecer: conheço várias pessoas assim: "meu namorado me leva nos lugares mais caros e mais legais", "bebi uma garrafa de tequila sozinho", "ganho não sei quantos mil reais por mês", "fulano e beltrano são apaixonados por mim". Claro que mais cedo ou mais tarde a verdade vem à tona. Isso é meio triste...será que o mentiroso se acha tão loser a ponto de ter que inventar fatos mirabolantes para que sua vida pareça mais interessante?

- Pessoas que ouvem o cd inteiro da Banda Dejavu: TODAS as músicas do Dejavu tem a mesma base (tosquíssima por sinal). É como ouvir uma música de 60 minutos, mas não qualquer música: é aquela música nada criativa, sem nem uma viradinha sequer, que fica irritante aos 2 minutos! A única coisa que muda de uma música pra outra é a letra! Aliás a minha favorita se chama Maciota Light (não me pergunte o que é maciota nem porque ela é light). E O QUE É AQUELE TECLADISTA VESTIDO DE NAPOLEÃO? O mais engraçado é que ele segura o tecladão no braço e sai tocando por aí...alguém tem que avisar que existem teclados com correia, muito usados nos anos 80 inclusive, como o que o nosso amigo do Grupo Polegar está usando aqui.

- Pessoas góticas, roqueiras e afins que usam coturno, sobretudo e roupa preta em um calor de 30 graus: o tipo que tem que mostrar pra todo mundo como ele é mal, rebelde e diferente da maioria por usar uma camiseta do Iron Maiden. Mantém a pose mesmo com a maquiagem preta derretendo ou uma pizza gigantesca debaixo do braço.

- Pessoas que se fazem de vítima: aposto que ninguém lembra, mas tem um episódio do Simpsons em que o Vovô reclama o tempo todo e o Homer fala pra ele: "ninguém gosta de um bebê chorão!" Ninguém mesmo! Reclamar uma vez ou outra, ok. Desabafar com uma amiga, ok! Mas todo dia? Toda hora? Aí chego à conclusão que a única coisa que pode estar errada é o próprio reclamão...que claro, sempre coloca a culpa de todo seu azar e infelicidade em terceiros. Nada de "oh céus, oh vida, oh azar, isso não vai dar certo", combinado?

- Pessoa que escreve "traser", "trazeira", "brazília" e "ritimo": o colega de trabalho super orgulhoso de ter um curso superior em publicidade escreve assim. Ah se o Justus fosse nosso chefe, aposto que alguém estaria até agora chorando em posição fetal no cantinho de um quarto escuro.

- Pessoas que acreditam no Pastor Pilão: você seguiria um cara que faz um discurso em língua desconhecida e depois sai rodando de um jeito que daria inveja em bailarinas do nível da Ana Botafogo? Pois tem gente que segue e vibra junto! Confesso que me deu uma vontade louca de sair rodando igual ele: http://www.youtube.com/watch?v=PaYm7ki0Ri8 SAI DA FREEENTEEE SATANÁÁÁÁSSSS!

- Pessoas que recomendam não comer chocolate na TPM: saiu uma matéria na revista onde trabalho que recomenda tomar um chá de ervas exóticas e evitar chocolate para curar a TPM. Que absurdo...no meu caso o chocolate funciona como remédio e não como vilão. Nunca que vou trocar minha barra gigantesca de Hershey´s de Ovomaltine por um chá de mato sem graça!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Sei láááá, sei lááááá

Ai que saudade de Raj, Opash, Surya, Shankar e companhia...

A Viver a Vida é um saco! Pra quem não sabe, essa é a nova novela "das oito" da Globo.

O núcleo das modelos e afins é um porre. O casal protagonista é estranhíssimo e sem química nenhuma. As pessoas do nada aparecem dançando salsa na sala de casa. A Renata é clone (inclusive nos modelitos) da Amy Winehouse e a Sandrinha clone da Rihanna! E o que foi aquela cena do José Mayer em uma balada cheia de pivetes bebericando seu whisky enquanto a Giovanna Antonelli dançava igual uma cabrita ao som de Lulu Santos (pois é, em que balada toca Lulu Santos?) ?

Bom, anyway...nada de novo e tudo muito sem sal.

Maaas...assistindo a abertura da novela (e quase hipnotizada por aquelas linhas multicoloridas que dançam lentameeente no fundo branco) achei a letra da música tema interessante!

Pesquisei no google e descobri que trata-se de "Sei lá... a Vida tem Sempre Razão", de Vinicius de Moraes e Toquinho na voz de Chico Buarque, Tom Jobim e Miúcha.

A letra é assim ó:

Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.

Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.

A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.

De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão.

Bom, nem tem muito o que falar né?

É uma letra bem simples (menos a parte que fala que a vida é uma grande ilusão...será referência ao Matrix?).
Acredito que seja sobre as coisas consideradas boas e ruins da vida, e como elas andam lado a lado, muitas vezes de mãos dadas.

E quantas vezes eu não ficava pensando, confabulando sobre um monte de teorias sobre a vida, morte, sofrimentos, perdas, ganhos, alegrias, tristezas, felicidade...e no final, chegando a conclusão nenhuma, soltava sempre um "ah, sei lá"?

Acredito que o melhor mesmo é confiar na vida e aceitar sem maiores dramas as dificuldades que ela traz invariavelmente para todos nós, sem exceção.

Bom, sei lá...

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Ahhh o calor!


Apesar de ainda não estarmos no verão, a previsão do tempo promete hoje 33º em São Paulo. Odeio calorão e odeio friozão também! Seria ótimo se a temperatura sempre ficasse entre 20 e 25º. Se chovesse só da meia noite às 5:00. Se todos as manhãs fossem fresquinhas e ensolaradas, com aquele cheiro de chuva no chão.

Mas...como não temos controle sobre o que São Pedro decide, de nada adianta reclamar!

Confesso que recebi o sol de hoje com braços abertos, afinal passamos por semanas e mais semanas de tempo nublado e chuva em ritmo non-stop. Eu tento (nem sempre consigo) não me influenciar pelo clima, mas já estava ficando cansada do céu cinza!

Então quando acordei e vi a manhã ensolarada, fiquei mais disposta, alegre, radiante, cheia de vida e tudo o mais! Porém foi só sair de casa de regata, chinelo e óculos de sol, sentindo aquele calorão 8hrs da manhã, pegando o ônibus lotado e abafado, que pensei também nas coisas chatas que o calor nos traz.

Então, só pra variar um pouquinho...mais uma lista da Aline...yupi!

Dias nublados e chuvosos X Dias quentes e ensolarados

Negativos dos nublados e chuvosos:

- É difícil, mas muito difícil sair da cama...ou do sofá, ou do banho, ou de qualquer canto em que você esteja bem quentinho!

- O cheiro de cachorro molhado que algumas pessoas ou ambientes adquirem depois de uma chuva.

- Andar de guarda chuva esbarrando em todo mundo, provocando frizz em nossos cabelos e molhando os pés (queria tanto uma galocha...).

- A sensação de sono que perdura o dia inteiro.

Positivos dos nublados e chuvosos:

- Nos vestimos mais elegantemente (há exceções...).

- O clima é perfeito para comer muito chocolate e doce de leite (de preferência doce de leite com passas)!

- É mais gostoso ficar em casa.

- Não ficamos suando, grudando e indispostos por causa do calorão. Pelo contrário, nos mantemos arrumadinhos e cheirosos o dia todo!

Negativos dos quentes e ensolarados:

- A chance de encontrar pessoas fedidas é maior, principalmente depois das 17hrs.

- Moleza e sono depois do almoço é fatal. Seria tão bom se tivéssemos siesta.

- Fica impossível frequentar um ambiente fechado sem ar condicionado (lembro que quase morri na Autobahn).

- Sempre que estou trabalhando, dentro do ônibus, parada no trânsito ou em casa sem fazer nada, tenho a impressão de que "deveria estar em outro lugar": alguma praia, cachoeira, resort, hotel fazenda, clube (pode até ser o Sesc Itaquera), dentro de uma piscina de plástico de 1000 litros tomando um drink...

Positivos dos quentes e ensolarados:

- Trocar a trufa de doce de leite por um picolé de frutas, de preferência sabor morango ou kiwi. Algo mais saudável e menos calórico.

- Fato: todo mundo acorda mais disposto e feliz em uma manhã ensolarada.

- Ficamos mais naturebas e saudáveis. Dá vontade de caminhar em parques e comer só aquela saladinha (quem consegue enfrentar uma feijoada com um calor de 33º?)

- Ir trabalhar de chinelo e ficar descalça o dia todo (claro, só com os pés estão embaixo da mesa, tudo muito discreto).

Obs.: Não me pergunte o porquê da foto do japa meditando sem camisa na neve...simplesmente gostei dela!

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Desliga a televisão e vá ler um livro!


Quem lembra dessa vinheta da MTV?

Que coisa mais culta não? Que atitude mais intelectual, cool, radical e rebelde! Desligue a TV, símbolo de futilidade e ignorância, e vá ler um livro, algo que acrescente conhecimento à sua vida (mesmo se for o Doce Veneno do Escorpião da Bruna Surfistinha?).

Achava legal sim esse negócio de desligar a TV, mas será que ela realmente não nos traz nada de bom? E os documentários da Discovery? E o Programa do Jô? Os reality shows do People and Arts? Os programas da Cultura e do canal Futura? E os filmes iranianos do Telecine Cult?

Ok, concordo que independente da programação, TV demais faz mal a saúde: sedentarismo, alienação, falta de concentração e até dependência.

Sim, existem atividades mais construtivas, como ler o tal do livro...ou dar um passeio por aí, bater papo com um amigo, aprender algo novo e legal, xeretar a vida dos outros no Orkut (não, isso não).

Mas acho que a questão é: assim como tudo na vida, o excesso é prejudicial. Sábio budismo que nos ensina a seguir o caminho do meio, sem extremos. Tem gente que passa o dia todo em frente à TV, e realmente não tem como isso ser bom, pois elas acabam perdendo muita coisa que acontece fora da tela. Mas tem pessoas como eu que não veêm nenhum mal em passar uma ou duas horinhas assistindo TV no fim do dia, afinal não é sempre que tenho grana e disposição pra fazer algo diferente.

Acho engraçado as pessoas que acham bonito falar que não assistem TV, é quase uma coisa de status. Eu sou muito ocupado, não tenho tempo pra TV... ou Ah, no meu tempo livre eu gosto de ler um livro. Quem chega em casa cansado depois de trabalhar e estudar o dia todo e ainda tem condição mental de ler um livro? Funciona melhor pra mim dar risada com as bizarrices do Superpop!

Claro que assistir programas sensacionalistas tipo Datena são prejudiciais, afinal o que vai te trazer de bom saber de todas as desgraças que acontecem por aí? Lá em casa faz tempo que não vemos nem o Jornal Nacional, porque tem horas que é chato jantar ouvindo lamentações a cada notícia: mas esse Brasil não jeito mesmo...ninguém faz nada pra mudar isso...só tem político safado nesse país...a gente paga tanto imposto pra nada. Desanimador e causa indigestão.

Além de evitar o excesso, acho que o importante sobre assistir TV é também não se influenciar demais, como se a TV fosse Deus e tivesse razão em tudo, ditasse regras, modas, como se vestir, se comportar...do tipo: é legal usar um casaco verde e roxo com bolinhas vermelhas porque a mocinha da Malhação também usa.

Não, não me deixo influenciar pelos milhares de pastores que transmitem seus cultos. Não, não acredito em uma palavra da Márcia Goldschmidt e sua máquina da verdade. Não, eu não acredito no padre que procura uma namorada no Superpop (apesar de ser engraçado). Não, eu não acho que devo assumir meu black power e usar meu cabelo esvoaçante como o da Taís Araújo na novela.

Pois é, novelas...campeãs no quesito influência. Confesso que também fui influenciada pela Caminho das Índias: achava tão legal falar Are Baba, Are Baguandi, Tik, Baguan Keliê (minha favorita)...agora que acabou a novela não tem mais graça. Mas a coisa complica quando passam a não distinguir mais realidade de ficção. Quantas vezes não ouvi atores que interpretam vilões dizer que são xingados na rua?

Eu vejo TV pra me divertir, e só isso. Muitas vezes é difícil achar algo que me divirta, mas já tenho meus programas favoritos para cada dia da semana (detalhe que não tenho TV a cabo):

Segunda é dia de CQC, mas só até o Top Five...depois disso não consigo mais assistir porque fica muito tarde. Gosto do CQC porque é um formato novo de humor aqui no Brasil. Não tem mulher pelada, piadas vulgares e estúpidas tipo Zorra Total...é um estilo mais político, inteligente e tem os repórteres mais espertinhos na arte de deixar as pessoas constrangidas.

Na terça a-do-ro o Esquadrão da Moda no SBT. Aprendo várias dicas de beleza e moda (por exemplo: usar sapato cor de pele com o peito do pé livre alonga o corpo)! E o Arlindo Grund é muito fofo, o tipo de cara que seria meu melhor amigo gay! Sem contar os tipos estranhos e bregas que aparecem por lá, achando que estão arrasando! Casseta e Planeta e Toma Lá Dá Cá sem comentários...assisti uma vez e não esbocei um sorriso sequer...juro que não estava na TPM.

As quartas feiras ganharam um novo sentido! Antes chegava em casa 21:30 e passava o resto da noite ouvindo os gritos da minha mãe e do meu irmão assistindo jogo de futebol. Agora o Sílvio Santos teve a brilhante idéia de colocar o novo programa do meu ídolo Roberto Justus, Cem contra Um, às quartas feiras, 22:30hr! Virou meu dia favorito da semana! O programa não é nada demais, mas vale a pena pra aprender algumas coisinhas e pela performance do Justus, claro! É tão legal quando ele humilha as pessoas mostrando sua inteligência e superioridade: então você não sabia do caso Watergate? Você...uma jornalista formada? Não sabia? Você, jornalista? Nunca ouviu falar do Watergate? Claro que ele era muuuito melhor no Aprendiz né? Mas é o Justus, o importante é ver ele colocar as pessoas lá pra baixo do modo mais blasé possível. Pena que ele quer mudar o dia do programa pra quinta...disse que até ele prefere assistir futebol do que vê-lo na TV na quarta. Mas eu não Justus, eu não! Não quero minhas noites de quarta vazias novamente...

Quinta! Depois do Tai Chi e da janta, é hora da Grande Família! O que é o Agostinho Carrara? O que são as roupas dele? E ele indignado fazendo discurso? O programa todo valeria a pena só pelo Agostinho! O legal da Grande Família é que tudo é muito típico e tradicional dos brasileiros, quase como uma versão nacional dos Simpsons: o genro folgado, o funcionário público certinho, a dona de casa dedicada, o filho preguiçoso desempregado, a bonitona solteirona. No cenário também: já apareceu uma travessa em formato de abóbora igual a que gente tinha aqui em casa!

Sexta...já fica meio complicado, mas tem a reprise do Pânico. Gosto muito da Marilia Gabi Gabrierpes e do Amaury Dumbo. Mas o melhor mesmo é arranjar alguma coisa pra fazer fora de casa.

Sábado tento me livrar da TV, mas quando não tem jeito, gosto da Supernanny (por um momento me faz perder a vontade de ter filhos algum dia) e do quadro Vai dar Namoro do programa do Rodrigo Faro. O legal é dar risada dos tipos bizarros e bregas que vão lá. Sério, nunca vi ninguém bem vestido naquele programa...as calças são todas cheias de rasgos e com o maior número de bolsos e acessórios possíveis, e os cabelos são sempre arrepiados de "gel cola". É combinado? Provável que sim, mas mesmo assim é engraçado ué!

E no domingo...mesmo com todo remanejamento de Gugu pra um lado, Eliana pra outro, Celso Portiolli aqui, Anna Hickman ali...nada melhor que o bom e velho programa Sílvio Santos e ponto final.

Então...acho que a qualidade da TV tem melhorado, apesar das mulheres frutas, da Fazenda e seus closes estratégicos nas participantes tomando sol de biquini, do Datena, do Geraldo Luís e das Pegadinhas Picantes do SBT (todo dia às 22hrs pra quem quiser arriscar), hoje vejo menos apelação e qualidade do que na época do Sushi Erótico no Faustão. Escolha com consciência, use com moderação e divirta-se! Ou então, leia um livro...

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Boca Suja


Todo santo dia de manhã eu peço:

Me concedas coragem para encarar todos os desafios deste dia
Me concedas paciência para aceitar todas as derrotas que possam vir
Me concedas força para suportar todo o trabalho desta jornada
Me concedas sabedoria para ser grata às causas e condições deste dia.

Porém hoje eu teria que ter pedido uma dose extra e bem grande de coragem, paciência, força e sabedoria...

Como não recebi essa benção divina, o jeito foi descontar com palavrões, muitos palavrões!

Uma pesquisa confirmou que falar palavrão é libertador: "o xingamento traz a sensação de alívio."

Um estudo realizado pela Universidade de Keele, na Inglaterra, confirmou que, de fato, proferir palavrões pode reduzir a intensidade das dores físicas. "O palavrão ajuda a aliviar a dor porque, ao fazê-lo, você verbaliza uma emoção", explica Ricardo Monezi, pesquisador da Unifesp. "Enquanto você não 'joga fora' esse sentimento, a emoção enclausurada gera respostas hormonais que fazem com que você se sinta mal, pois o estímulo está batendo no cérebro e vai aumentando sua raiva. O grito coloca isso para fora", complementa.

Pois é, guardar e remoer emoções ruins é prejudicial! O melhor é botar pra fora com um belo palavrão. Mas tem situações em que não tem como soltar um em alto e bom som, é aí então que ele fica só no pensamento mesmo, como no meu caso:

Chego no ponto de manhã e nada do ônibus passar. Depois de 10 minutos esperando vem o primeiro pensamento feio: "bom, agora f**eu, vou chegar atrasada!" A senhorinha super simpática do meu lado diz que já está esperando há 40 minutos. "Agora f**eu de vez...além de atrasado o ônibus vai vir lotado".

Depois de 30 minutos o ônibus chega exatamente como eu imaginei: abarrotado: "p**a que pariu, que merda". Minha vontade é de perguntar para o motorista: "mas que p**ra de atraso é esse"? Mas a moça na minha frente questiona primeiro e mais educadamente: "o problema é no terminal Santana, tá uma bagunça lá e blá blá blá." "Sei, problema em Santana o ca**lho!"

O ônibus está tão lotado que mau tenho espaço para deixar um pé do lado do outro e minha bolsa parece 10 kilos mais pesada que o normal. O senhorzinho do meu lado me olha de cara feia porque minha bolsa está empurrando ele. "P**a que pariu, quer que eu a carregue em cima da minha cabeça por acaso?"

E o cara sentado na minha frente, vendo toda minha dificuldade, nem se oferece para segurar a bolsa: "Esse c**ão além de estar sentado no lugar dos idosos não tá nem aí pra ninguém...".

De repente levo uma cotovelada na cara: "Ooooh ca**te"! A agressora sorri pra mim e pede desculpa sem jeito. Retribuo com um sorriso simpático e compassivo que transmite: "tudo bem, você está na mesma b**ta de situação que eu."

Em cada ponto que o ônibus para tem um mala pra falar: "ô pessoal, um passinho pra trás por favor." "Passinho o ca**lho, mau tenho espaço para meu dois pés! Esse p***a desse motorista não tem que parar em nenhum ponto, não cabe mais ninguém aqui!"

Acho que o motorista recebe minhas más vibrações e resolve seguir viagem sem parar nos pontos.

O cara nada cavalheiro que estava sentado no lugar dos idosos se levanta para descer e todo caridoso abraça um senhor que estava quase morrendo sufocado e o guia até assento vago. "Cara de pau de m**da, agora que vai descer é fácil dar uma de bom moço".

O velhinho senta, me abre um sorrisão e se oferece para segurar minha bolsa. "Não obrigada, eu já vou descer", respondo com a gentileza de uma menina que ninguém nunca imaginaria ter tantos palavrões em mente.

Bom, moral da história é que meus palavrões mentais aliviaram a minha nada fácil situação e o melhor de tudo: ninguém ouviu nada!