sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Dancing with myself

Dia desses fui na Autobahn, balada ótima para dançar despretensiosamente a noite toda!

Isso porque lá só toca hits dos anos 80 e eu estou
velha o bastante para não ter paciência para qualquer festinha que toque Mr. Brightside do The Killers.

Mas não quero falar da qualidade do set list do dj e sim de algo que só vejo lá na Autobahn (no Madame Satã também, mas infelizmente ele não está mais entre nós):
pessoas dançando sozinhas!

Achei isso o máximo! Pessoas que saem de casa não para encher a cara, pegar o maior número possível de mulheres ou causar todas com os amigos, mas sim para
se divertir dançando ao som de suas músicas favoritas. Precisa de mais?

Pessoas que não deixam de fazer o que tem vontade por não ter companhia!

E algo assim só é possível em baladas comprometidas com essa "causa". Não imagino alguém sozinho em uma "balada tipo Vila Olímpia", onde as aparências e poses contam mais do que a diversão em si.

Na Autobahn não preciso me preocupar se o cabelo está fora do lugar, se o desodorante está vencido, se a dança é ridícula, se o nariz está brilhando ou se estou vestindo as roupas da última moda, porque é o tipo de lugar onde as pessoas vão com um único propósito: to have fun!

E eu me achando o máximo e super independente por vez ou outra ir sem companhia no cinema...

Porém teve uma vez fui sozinha em uma apresentação de músicos japoneses que tocavam shamisen, instrumento pelo qual me apaixonei depois que li Memórias de uma Gueixa. Até convidei algumas pessoas para irem comigo, mas, compreensivamente, ninguém aceitou meu convite. Nem por isso deixei de ver o show, o que valeu muito a pena!

Adoro pessoas auto suficientes, que fazem o que der na telha sem precisar da aprovação, opinião ou companhia de ninguém.

Eu tento ser assim, acho importantíssimo nos sentir confortáveis com nossas preferências e escolhas.

Se eu fosse sempre pela cabeça dos outros seria hoje uma pessoa totalmente diferente: por minha mãe me vestiria sempre como um mulherão com salto alto, maquiagem pesada e joias douradas, e seria ainda uma cozinheira exemplar. Pelo meu pai seria uma princesinha filhinha de papai super dependente da família. Pelo meu irmão eu nunca teria cortado o cabelo curto...

Mas fora da questão do comportamento, tem muita coisa que gosto de fazer sozinha: ficar no meu quarto vendo tv e pintando a unha. Fazer compras, sempre sozinha. Dirigir. Visitar uma exposição. Cozinhar. Trabalhar (se senta alguém do meu lado pra ver o que estou fazendo começo a errar tudo).

Mas ainda não criei coragem de me esbaldar sozinha na pista de dança. Seria legal...quem sabe depois de algumas doses a mais?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Só uma coisinha...


ADOREI ESSA IMAGEM!
só isso!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Feel

Socorro! Não consigo tirar uma música da cabeça!

Ela me acompanha o dia todo, da hora que acordo a hora durmo. E quando chego na editora tenho a irritante mania de ouvi-la milhões de vezes seguidas.

O pior de tudo é que a música é do Robbie Williams...é, o chato, o mala do Robbie Williams. Eu até tentei ouvir o álbum Scapology inteiro, mas realmente a inspiração divina só se manifestou enquanto ele compunha Feel mesmo.

Vamos a ela:

Come and hold my hand
Venha segurar minha mão
I wanna contact the living
Eu quero contatar os vivos
Not sure I understand
Não sei se entendo bem
This role I've been given
Este papel que me foi dado
I sit and talk to God
Eu me sento e converso com Deus
And he just laughs at my plans
E Ele ri dos meus planos
My head speaks a language
Minha cabeça fala uma língua
I don't understand
Que eu não entendo
I just wanna feel real love
Eu só quero sentir amor verdadeiro
Feel the home that I live in
Sentir o local onde vivo
'Cause I got too much life
Porque eu tenho muita vida
Running through my veins
Fluindo nas minhas veias
Going to waste
E sendo desperdiçada
I don't want to die
Eu não quero morrer
But I ain't keen on living either
Mas também não gosto muito de viver
Before I fall in love
Antes de me apaixonar
I'm preparing to leave her
Já me preparo para deixá-la
I scare myself to death
Eu morro de medo
That's why I keep on running
É por isso que vivo fugindo
Before I've arrived
Antes de ter chegado
I can see myself coming
Eu me vejo voltando
I just wanna feel real love
Eu só quero sentir amor verdadeiro
Fill the home that I live in
Preencher o local onde vivo
'Cause I got too much life
Porque eu tenho muita vida
Running through my veins
Fluindo nas minhas veias
Going to waste
E sendo desperdiçada
And I need to feel real love
E eu preciso sentir o amor verdadeiro
And a life ever after
Para toda a eternidade
I cannot give it up
Eu nunca me satisfaço
There's a hole in my soul
Há um buraco na minha alma
You can see it in my face
Dá para vê-lo no meu rosto
It's a real big place
É um lugar bem grande

E o vídeo, claro:
http://www.youtube.com/watch?v=olYVnvfPDoI

Ah, é legalzinha vai?

Talvez ela esteja tão cravada em minha cabeça porque a letra me faz bastante sentido nesse momento, nem vou tentar explicar, enfim...

Só sei que dá uma vontade de ir para o meio do mato sozinha e passar o tempo todo observando tudo ao meu redor de dentro de uma banheira de madeira...em preto e branco.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Going Crazy


- Demorar mais de meia hora para dar um jeito no cabelo, fazer um rabo de cavalo cheio de grampos e, com os olhos marejados, pensar seriamente que a única solução será um corte joãozinho.

- Abusar do perfume com aroma de flor de laranjeira com bergamota que promete energia e bem estar, artigos seriamente em falta.

- Encontrar conforto em músicas dark dos anos 80.

- Dar qualquer desculpa só para não ir até o ponto de ônibus com uma companhia incoveniente e irritante. Chegar lá e ver que a pessoa está no ponto do outro lado da rua: não olhe pra lá Aline, não olhe pra lá!

- Entrar na perfumaria mais chique do shopping e achar que a vendedora está me esnobando só porque estou usando Havaianas.

- Respirar fundo para evitar uma resposta do tipo: e porque você não vai se f***r hein?

- Perder totalmente a fé na humanidade, achar a juventude perdida e o futuro negro. Torcer para que 2012 chegue logo e acabe de vez esse mundo horrível.

- Sentir ondas de calor dignas de menopausa.

- Achar que todos estão me olhando porque minhas unhas do pé estão pintadas de roxo: - olha que menina brega, onde já se viu? Unhas roxas...que vergonha.

- Acabar com meu dia só porque meu irmão tomou todo o MEU iogurte!

- Olhar o calendário e poder colocar a culpa desse descontrole todo em um nome de três letras: TPM!

Ufa...

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Elementar


Vi o trailer do Sherlock Holmes quando assisti o maravilhoso filme do Sr. Raposo: -Nossa, que demais, deve ser muito legal, vou assistir assim que estrear."

No primeiro fim de semana lá vamos nós no cinema do Shopping Bourbon (lá pago meia entrada) ver se é tudo isso mesmo! Aí que me deparo com o aviso logo na entrada da fila: "Sherlock Holmes legendado, ingressos esgotados". -Uau, o filme deve ser bom mesmo!

Fomos correndo para o UCI mais próximo (lá também pago meia entrada...obrigada Itaú) e apesar do monte de gente, conseguimos garantir o ingresso para a próxima sessão.

Graças a fila enorme na Americanas (paramos para comprar guloseimas) e a atendente do cinema desorientadíssima com o arrastão de gente entrando ao mesmo tempo para ver Avatar e Sherlock Holmes, perdemos 10 minutos do filme e ganhei uma dor no pescoço por ter que sentar na segunda fileira da sala, que obviamente estava lotada. De novo: -Uau, o filme realmente deve ser bom!

Então aprendi uma lição: não criar grandes expectativas!

O filme é legal...mas por algum motivo estava esperando o melhor filme do mundo: Guy Ritchie + Robert Downey Jr. + suspense + Jude Law + grandes mistérios a serem solucionados + cenas engraçadinhas + inverno em Londres = filmaço!

Maaaasss, na minha modesta opinião:

- o filme me lembrou muito, muito mesmo Anjos e Demônios. A parte que o Sherlock Holmes traça os locais dos assassinatos no mapa e forma uma cruz é quase um déjà vu! Na verdade ainda prefiro o Anjos e Demônios, adoro o personagem do carmelengo!

- tive a impressão que os papéis foram invertidos, explico: eu sempre imaginei o Sherlock Holmes um cara sério, centrado e carrancudo. O Watson mais bobinho, trapalhão, paga pau do chefe. No filme é totalmente o contrário! Achei o Watson um mala e o Sherlock meio retardado...sério.

- quem é aquela namoradinha do Sherlock Holmes? Preferia que ela não existisse...ela é irritante.

- senti uma vibe de Mister M no final...quando os truques do Lord Blackwood são revelados.

- nunca na minha vida iria imaginar o Sherlock Holmes participando de lutas em muquifos estilo Clube da Luta, NUNCA!

Bom, não que o filme seja ruim, minha expectativa é que era muito grande.

Será que meu irmão estava certo? Ele disse que depois de assistir Avatar é assim mesmo, tudo que vem depois fica sem graça hahahaha!

sábado, 9 de janeiro de 2010

Guess who´s back?


De volta depois duas semanas de férias! E com a clássica sensação: nossa, mas passou tão rápido!

Tinha muitos planos para as férias: acabar de ler o livro do Ramsés, ver todas as exposições possíveis,
curtir um show, tipo, em plena quarta feira 14hrs, assistir todos os filmes em cartaz, chegar no final (ou salvar, ou terminar, não sei, estou por fora das gírias do mundo do videogame) do Final Fantasy X, que estou jogando há mais de ano, botar o papo em dia com amigos que não vejo há tempos...

Nada feito...

Primeiro porque dias 24, 25, 31 e 01 são quase nulos, e segundo porque os outros dias são dedicados aos preparativos do Natal e Ano Novo. Passei boa parte do tempo no shopping (comprando e trocando presentes), servindo de motorista para minha mãe ou na cozinha preparando a ceia e lavando muita, mas muita louça.

Mas tudo bem, mesmo com a neura do fim de ano foi divertidíssimo reunir a família, dormir até 13:00, assistir Todo Mundo Odeia o Cris todo dia e fazer programinhas a noite em dias de semana.

Não viajei porque não suporto litoral em fim de ano e feriados. Trânsito, calor insuportável, cidade superlotada, povo bebaço de Cidra Cereser no calçadão...é, eu sou um pouco fresca sim!


Passei a virada na minha cidadezinha mesmo, na companhia de Larry Flint, Donnie Brasco, entre outros...


Na segunda voltei ao batente e trabalhei sem parar até sexta, graças ao trabalho acumulado...por isso voltei para o blog só hoje, sábado!


2009 foi ótimo, assim como todos os outros anos
...sei lá, coisas boas e ruins acontecem o tempo todo, independente do dia, mês ou ano. Fazendo a básica retrospectiva que todos fazem dia 31, tenho a sensação que, com uma ajuda divina ou não, fiz as escolhas certas!


Nossa, que viagem...bom, não sei como terminar o post, é, isso acontece às vezes...


Hum...e você, já viu Avatar? E será que o mundo vai mesmo acabar em 2012? Sabia que 2010 é o ano do tigre?

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Minhas Melissinhas

130 reais? CEN-TO E TRIN-TA RE-AIS??? Você tem coragem de pagar R$ 130,00 por um sapato de plástico? De PLÁS-TI-CO????

Minha sempre fala isso quando eu compro ou namoro uma Melissa...


Eu já fui fanática por Melissas, mas depois que surgiram as fakes por 1/10 do preço, dei uma desanimada. Afinal corro o risco de pagar caríssimo por uma original e depois de dias achar modelos idênticos nas lojinhas do metrô por 10 reais.


De vez em quando eu entro na loja virtual da Melissa só para babar um pouco, mas penso 10 vezes antes de compar por alguns motivos:
- Muitos modelos detonam os pés
- Muitos modelos causam um chulé terrível
- A maioria são bem caras (pelo menos para minha pessoa)
- E como eu disse, a chance de encontrar uma igual por menos da metade do preço é grande. Minha coleção de Melissas é minúscula, minha cunhada por exemplo deve ter umas 20, mas aí vão elas:

1 - Scarfun High

Linda, linda, linda! Mas sabe quantas vezes usei? Duas! E com grande sofrimento.

Eu já tenho um problema com salto, e se o sapato tem bico fino e material duro, o problema fica maior ainda. Além de detonar meu calcanhar, espreme meus dedos!

Uma ex colega de trabalho usava sua Scarfun High preta todo santo dia, dizendo que era super confortável, que andava o dia inteiro com ela e blá blá blá. Então quando eu vi o dito cujo em promoção por 50 reais fui obrigada a comprar, mesmo sendo branca.

Mas realmente é impossível ficar em pé em cima de um troço desse. Eu ouvi dizer que as Melissas eram feitas de plásticão duro mesmo e depois de um tempo começaram a ser produzidas em silicone, bem mais macias. Ou seja, a da minha colega era de silicone e a minha de plasticão! Isso explica a promoção de 50 reais.

2- Aranha 79

Comprei totalmente por impulso pelo site, só porque estava super barata e eu queria uma Melissa, seja lá qual fosse.

Ela é bonitinha, mas deixa o meu pé meio pequeno demais, meio redondo demais, sei lá.

E também é difícil combinar, tipo...acho que ela não combina com calça comprida, só com saia, shorts, vestido, calça capri...e como é raríssimo eu usar uma dessas peças...a Aranha 79 fica lá no fundo da sapateira...

3- Desire

A única Melissa que minha mãe gosta, só porque tem salto, um saltinho que seja (minha mãe vive insistindo para que eu use salto, só porque eu tenho 1,62).

Eu acho ela bem bonita...simples e diferente, do jeito que eu gosto.

O problema é que depois de dar 2 passos já formam bolhas no calcanhar, se estiver calor então, o negócio fica feio.

Então, vocês podem achar meio tosco mas, quando uso a minha Desire passo óleo mineral ou condicionador no calcanhar para diminuir o atrito. Ajuda bastante, mas precisa de retoques de óleo de tempo em tempo hahahaha!

4- Glam

Uma de minhas favoritas, fazem uns 3 anos que uso direto (inclusive estou com ela nos pés agora mesmo). Já quase tem o formato do meu pé!

Não machuca nada, super molinha e dá um toquezinho mais chic a produção, graças ao bico fino.

Ela me dava um chulé desgraçado, porque é revestida com uma renda por dentro, mas descobri que uma boa, mas boa mesmo, dose de talco ajuda bastante a amenizar o "aroma".

5- Zen

Também entra na lista das favoritas. Quase um uniforme!

Confortável, fresquinha, revestida com tecido por dentro, e como é aberta, não dá chulé!

Só recomendo tirar o broche de lacinho quando for em balada, show, ônibus lotados e afins, porque ele sai fácil. Uma vez tomei um pisão de um cara mais empolgado em um show que jogou o lacinho longe para o meio da multidão.

6 - Adanna

Ganhei do meu irmão e da minha cunhada linda!

Eu a uso com uma calça de boca mais larguinha, porque essa Melissa me deixa com um pé enorme, talvez por ser muito aberta em cima. Ela também machuca bastante o calcanhar, por isso uso o mesmo truque do óleo/condicionador. Ah, e a camurça já deu uma falhadinha, mas tudo bem, eu uso mesmo assim!

7 - Sin

Uniforme 2! Usei todos os dias dessa onda de calor insuportável que fez em São Paulo tempo atrás.

Super confortável e resistente: porque uso ela direto, dou váááárias topadas no chão (coitado do meu dedão), ando quilômetros e ainda assim, é só dar uma lavadinha com bucha e sabão que ela fica novinha. Meu xodó!

Agora uma wishlist, sabe como é, o Natal está aí...quem quiser fazer da Aline uma pessoa mais feliz pode me presentear com uma dessas, tamanho 36/37 ok?

1 - Cute:
minha cunhada ganhou uma esse fim de semana e eu fiquei apaixonada de ver como ela é confortável, graciosa, delicada, linda, fofa...ai ai

2 - Ashia: meu objeto de desejo há meses, mas além do preço exorbitante, tenho a impressão que machuca demais o pé.

3 - Gold: me lembra o modelo Scarfun falsiê da Sandy que eu tinha e amava...tanto que usei até estourar!
E aí? Quem tem coragem de pagar 130 reais em um sapato de plástico?